Muçulmanos e um sikh de NY processam companhias aéreas por preconceito

Nova York, 22 Jan 2016 (AFP) - Três muçulmanos e um sique nova-iorquinos entraram na Justiça americana, exigindo uma indenização de US$ 11 milhões da American Airlines e de outras companhias aéreas por terem sido forçados a desembarcar de um avião por sua aparência.

Esses quatro cidadãos americanos, todos na faixa dos 20 anos, estão processando a American Airlines e três de suas companhias associadas - República Airlines, American Eagle e Air Enviado - por discriminação, danos financeiros, humilhação e sofrimento psicológico.

Na ação, os demandantes relatam que tiveram de desembarcar de um voo da American Airlines, quando se preparavam para voltar de Toronto para Nova York, em 8 de dezembro.

Os quatro amigos, que viajaram para uma festa de aniversário, foram obrigados por uma aeromoça - de maneira agressiva, sustentam - a deixar a aeronave.

"Os passageiros ao redor faziam comentários racistas e intolerantes e seguravam suas coisas e seus filhos, como se algo fosse acontecer", acrescentam na demanda que pagaram uma taxa extra para mudar para classe executiva.

Em seguida, um funcionário da companhia lhes informou que o capitão "se sentiu incomodado com sua presença no voo" e se negou a decolar até que eles estivesses fora do avião.

"Os denunciantes perguntaram se seu aspecto físico, por sua pele escura e pela barba, era a causa do ocorrido. O funcionário olhou-os nos olhos e lhes disse que sua aparência não ajudava", acrescenta o texto da demanda judicial.

Os quatro jovens foram autorizados a tomar o voo seguinte para Nova York, mas não na classe executiva. A American Airlines se negou a comentar o tema.

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