Israel aprova mais de 150 novas residências na Cisjordânia

Jerusalém, 26 Jan 2016 (AFP) - O Ministério israelense da Defesa aprovou a construção de 153 novas casas nas colônias da Cisjordânia ocupada - informou nesta segunda-feira um porta-voz da organização israelense contrária à colonização A Paz Agora.

Esta é a primeira vez em um ano e meio que o governo aprova planos para novas construções na Cisjordânia, segundo a ONG.

Adotados na semana passada, esses planos se referem a construções de residências perto da colônia de Ariel (norte), da colônia de Carmel, na região de Hebron, e no bloco de colônias de Goush Etzion, relatou o porta-voz da ONG, Hagit Ofran.

"Havia uma espécie de suspensão de construções desde o segundo semestre de 2014. Durante estes últimos 18 meses, o governo se limitou (...) a legalizar retrospectivamente construções nas colônias da Cisjordânia", destacou Ofran.

"Mas, aparentemente, o governo de [Benjamin] Netanyahu cedeu às pressões dos colonos, ou já não tem medo de uma reação negativa dos Estados Unidos, como aconteceu durante as negociações sobre [o programa nuclear do] Irã", destacou.

À frente de uma coalizão de direita, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, é o alvo das críticas por sua aparente incapacidade para terminar com uma onda de ataques palestinos contra as forças da ordem e civis israelenses desde o início de outubro passado.

Esta onda de violência provocou a morte de 159 palestinos e de 24 israelenses desde 1º de outubro, segundo uma contagem da AFP. A maioria dos palestinos mortos foi apontada como responsável pelos ataques, ou como suspeitos de cometerem as agressões.

Os últimos episódios ocorreram no interior de colônias. Vários membros do governo prometeram aos representantes dos colonos que o Executivo aprovaria novos planos de construção na Cisjordânia ocupada.

Em 28 de dezembro passado, A Paz Agora advertiu que Israel trabalhava para reativar e ampliar planos para construir novas residências para colonos judeus na área da Cisjordânia ocupada, conhecida como "E1".

Em um informe, a ONU assegurou que se baseia em dados do governo, obtidos mediante uma solicitação no âmbito da lei sobre liberdade de informação.

Segundo o relatório, o Ministério da Habitação pretende construir 55.548 unidades residenciais na Cisjordânia - inclusive dois novos assentamentos -, das quais mais de 8.300 estariam nesta área.

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