Ex-diretor da Petrobras, Jorge Zelada é condenado a 12 anos de prisão

Brasília, 1 Fev 2016 (AFP) - O ex-diretor da área internacional da Petrobras, Jorge Zelada, foi condenado a 12 anos e dois meses de prisão pela justiça brasileira, que nesta segunda-feira o considerou culpado de corrupção e lavagem de dinheiro na fraude multimilionária que afeta a petroleira.

Zelada estava preso desde julho de 2015, acusado de receber propina no âmbito de um esquema de enriquecimento ilícito, que drenou mais de dois bilhões de dólares da Petrobras, segundo o balanço corporativo de 2014, e que salpicou parte da elite empresarial e política do Brasil.

Segundo a decisão do juiz Sergio Moro, à frente do caso, Zelada foi acusado de receber, juntamente com outros cúmplices, cerca de 31 milhões de dólares para "favorecer a contratação (...) da empresa Vantage Drilling Corporation para fretar o navio-sonda Titanium Explorer por parte da Petrobras a um custo de 1,816 bilhão de dólares".

"A contratação foi direcionada ilegalmente à Vantage Drilling Corporation em contrapartida do pagamento", diz a sentença distribuída à imprensa.

Investigando as pistas aportadas pelos delatores que participaram do esquema e agora colaboram com as autoridades para obter uma redução de suas penas, a justiça já identificou e bloqueou mais de 11 milhões de euros (US$ 11,97 milhões), depositados em Mônaco em nome de companhias ligadas a Zelada, que trabalhou na Petrobras entre 2008 e 2012.

Também foram detectadas contas na Suíça de Zelada, o mais recente dos ex-diretores condenados no megaescândalo de corrupção na Petrobras.

Já foram condenados Nestor Cerveró, que sucedeu Zelada na área internacional da petroleira; Renato Duque, do setor de serviços, e Paulo Roberto Costa, chefe de abastecimento e figura-chave, cujos testemunhos foram vitais para que a justiça descobrisse como o esquema funcionava.

Segundo as investigações, pelo menos 16 empresas formavam um clube de empreiteiras para definir quem venceria as licitações e a que preço, uma proposta que era aprovada pelos diretores da Petrobras em troca de propina de 1% a 3% do valor dos contratos que, depois, era distribuída em parte a partidos políticos.

No caso são investigados dezenas de políticos, inclusive legisladores, governadores e ministros de Estado.

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