General dos EUA descarta bombardeio maciço contra Iraque e Síria contra o EI

Washington, 1 Fev 2016 (AFP) - O comandante da coalizão liderada pelos Estados Unidos que combate o grupo Estado Islâmico (EI) no Iraque e na Síria refutou taxativamente, nesta segunda-feira, executar bombardeios maciços nos território controlados por extremistas, como proposto por um pré-candidato republicano à presidência dos EUA.

"Estamos limitados pela legislação (internacional) sobre conflitos armados. Não se trata somente de vencer; trata-se de como vencer", disse em uma videoconferência, em Bagdá, o tenente-general Sean MacFarland.

"Os bombardeios indiscriminados, em que não nos preocupamos se estamos matando inocentes ou combatentes, estão simplesmente em contradição com nossos valores", acrescentou o militar.

Os opositores mais duros à estratégia do presidente Barack Obama para derrotar o EI pedem, desde as últimas semanas, ações mais intensas contra os extremistas, ainda que isso implique em um aumento de mortes de civis.

O caso mais notável é o do senador Ted Cruz, do Texas, aspirante a se tornar candidato presidencial do Partido Republicano nas eleições de dezembro, que afirmou que os Estados Unidos deveriam cobrir de bombas regiões inteiras da Síria e Iraque.

MacFarland disse que essa era exatamente a tática a que a Rússia estava recorrendo em sua campanha aérea na Síria para apoiar o regime do presidente Bashar al-Assad.

"Agora temos uma vantagem moral e acredito que é assim que devemos seguir", afirmou o general de três estrelas.

O comandante americano reconheceu oficialmente a morte de 21 civis nos 18 meses de campanha aérea, um período em que foram lançadas aproximadamente 10 mil bombas sobre o Iraque e a Síria.

Funcionários destacam, com frequência, que essas são bombas sofisticadas e capazes de atacar um alvo com grande precisão. Os críticos, contudo, alegam que o número de mortos civis foi provavelmente muito superior.

O tenente-general defende que a luta contra o EI já fez grandes avanços, tanto no Iraque, quanto na Síria, e que os extremistas haviam perdido cerca de 40% do território que controlavam.

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