Hillary Clinton e Donald Trump encaram hora da verdade com primárias em Iowa

Des Moines, Estados Unidos, 1 Fev 2016 (AFP) - Os dois maiores partidos políticos dos Estados Unidos - Democrata e Republicano - iniciam nesta segunda-feira em Iowa as primárias para escolher seus candidatos para disputar as eleições presidenciais de novembro, a hora da verdade para os favoritos Hillary Clinton e Donald Trump.

Em todo o estado, eleitores registrados nos dois partidos vão se apresentar para votar por seus aspirantes, dando o pontapé inicial a um longo processo em todo o país, que terminará em meados de junho.

Hillary Clinton defende sua posição de favorita nas primárias democratas, enquanto no grupo republicano o magnata Donald Trump tentará provar que não é apenas um fenômeno midiático.

Os dois partidos convocam para as 19h00 locais (23h00 de Brasília) os caucus (assembleias partidárias).

Estima-se que algumas centenas de milhares de pessoas no estado vão se apresentar para votar.

Entre os republicanos o voto é secreto, enquanto os democratas formarão grupos por candidatos para conceder a eles delegados.

Na semana seguinte, as primárias seguirão em New Hampshire, e sucessivamente nos outros estados até junho. As eleições presidenciais serão realizadas em novembro.

Desde os anos 1970, Iowa defende manter o privilégio de ser o primeiro estado a votar nas primárias, o que lhe permite exercer um peso desmesurado em relação aos seus três milhões de habitantes.

Foi neste estado que em 2008 a sorte de Hillary Clinton, de 68 anos, começou a mudar em favor de Barack Obama.

Este ano, a novidade atende pelo nome de Bernie Sanders, o senador pelo estado de Vermont, de 74 anos.

"Já sei como fazer isto e estou pronta", declarou Hillary nesta segunda-feira à cadeia de televisão CNN. "Há muito entusiasmo e muita energia. Peço a todos que votem e façam parte deste processo tipicamente americano. Peço que saiam e votem em mim", acrescentou.

No domingo, em seu último comício em Des Moines diante de 2.600 pessoas, Hillary Clinton afirmou que "os Estados Unidos não se podem permitir escolher entre ideias que soam bem no papel, mas que não podem ser aplicadas", em alusão às propostas de Sanders.

A disputa "é muito, muito apertada", disse o senador aos seus simpatizantes em Marshalltown.

A última pesquisa divulgada no sábado pelo jornal Des Moines Register concedia a Hillary 45% dos votos, contra 42% para Sanders.

Sanders, que se autodenomina "socialista democrático", não assusta os jovens democratas, que o aplaudem quando promete uma revolução política.

Os jovens se mobilizarão nesta segunda-feira? Em 2008, os menores de 30 anos representaram 22% dos participantes.

"Não voltaremos a ver outro candidato como ele em nossas vidas", disse Ezra Koening, cantor do grupo de rock Vampire Weekend, durante um comício-show no sábado à noite.

Ainda que termine em segundo lugar, Sanders pode reivindicar uma vitória relativa: quando se lançou à campanha, em abril, registrava menos de 10% dos votos em Iowa.

Em New Hampshire, Sanders domina as pesquisas, mas no resto do país fica para trás.

Republicanos divididosA rejeição às elites políticas marcou os últimos sete meses de campanha, o que permitiu que o milionário Donald Trump ganhasse espaço entre os republicanos.

Trump, que tem 31% nas pesquisas, ataca o establishment e a incompetência dos dirigentes, enquanto promete que com ele "os Estados Unidos ganharão tanto que se cansarão de ganhar".

Seu discurso nacionalista, anti-imigrantes e politicamente correto fez sucesso entre os eleitores desiludidos.

Contudo, o candidato chega em Iowa pressionado pelo senador do Texas, Ted Cruz, que conta com um forte apoio da direita cristã americana.

Os conservadores tradicionais, normalmente mais religiosos, veem Trump com desconfiança por seus três casamentos e os grotescos erros ao citar a Bíblia em seus discursos.

Cruz aparece com 24% das intenções de voto, enquanto em terceiro lugar Marco Rubio é creditado com 17%.

Mas Rubio tem a confiança dos líderes partidários, e em caso de disputa acirrada entre Trump e Cruz, esses 17% representariam uma arma muito poderosa.

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