Presidente do Barcelona se recusa a prestar depoimento por contratação de Neymar

Madri, 1 Fev 2016 (AFP) - O presidente do Barcelona, Josep Maria Bartomeu, e seu antecessor, Sandro Rosell, se recusaram nesta segunda-feira a prestar depoimento a um juiz por supostas irregularidades na contratação do brasileiro Neymar, limitando-se a ratificar o que afirmaram em outro caso relacionado à transferência, afirmaram fontes judiciais.

Bartomeu e Rosell haviam sido convocados pelo juiz da Audiência Nacional (principal instância penal espanhola) José de la Mata, como investigados por "fraude" e "corrupção entre particulares" no caso da ação apresentada pelo fundo de investimento brasileiro DIS, que possuía 40% dos direitos esportivos do jogador.

Na terça-feira será a vez do craque brasileiro.

Em um primeiro momento, o Barcelona divulgou oficialmente a contratação de Neymar com o valor de 57,1 milhões de euros (40 milhões para a família de Neymar e 17,1 para o Santos), mas a justiça espanhola calcula que a negociação foi de pelo menos 83,3 milhões de euros.

O DIS, que recebeu 6,8 milhões de euros dos 17,1 pagos ao Santos, se considera duplamente prejudicado: primeiro por contratos anexos, dos quais o fundo não recebeu sua parte e que teriam servido para ocultar o valor total da operação e, depois, por um acordo de exclusividade entre o Barça e Neymar, que impedia outros clubes de apresentar ofertas.

Bartomeu e Rosell se limitaram a ratificar o que haviam declarado em fevereiro de 2015 e julho de 2014 respectivamente à justiça por outro caso de delito fiscal relacionado à transferência de Neymar. Eles devem ser julgados em uma data ainda a ser determinada.

Na época, Bartomeu se limitou a atribuir a responsabilidade da transferência ao antecessor, Sandro Rosell, que "liderou, em nome do clube, as negociações com o pai do jogador" e que ele "não participou na negociação", e sim que ao final desta "recebeu os contratos preparados pelo clube e os assinou, sem advertir nenhuma área do risco fiscal".

Rosell, por sua parte, afirmou que "os contratos estavam elaborados perfeitamente".

O juiz também havia convocado os representante do Santos e os presidentes do clube durante a operação, Odilio Rodrigues e Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, que pediram para falar no Brasil, por meio de carta rogatória.

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