Ministros da Saúde latino-americanos discutem epidemia de zika

Montevidéu, 2 Fev 2016 (AFP) - Atendendo a pedidos da presidente Dilma Rousseff, ministros da Saúde do Mercosul, estados associados e a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa Etienne, se reunirão nesta quarta-feira em Montevidéu para avaliar a situação epidemiológica da região com foco no zika vírus.

O objetivo do encontro é analisar a situação sanitária continental relacionada às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti", como o zika vírus, a dengue e o chikungunya, informou nesta terça-feira o ministério da Saúde uruguaio em comunicado.

Na reunião extraordinária estarão os ministros da Saúde de Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela, como membros do Mercosul, Bolívia - em processo de incorporação - além de Chile, Colômbia, Equador, Peru e Suriname, como associados.

Além da presença da diretora da OPAS, está confirmada a participação de autoridades do Instituto Sul-Americano de Governo em Saúde (ISAGS), uma entidade vinculada à Unasul que busca coordenar políticas oficiais e melhorar a qualidade da gestão no setor.

o encontro inclui em sua agenda a apresentação de um estado epidemiológico da região, informes da OPAS, da Organização Mundial de Saúde (OMS) e avanços científicos a partir de investigações sobre o zika vírus, diz o comunicado.

Na segunda-feira, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou "emergência sanitária internacional" pelo vírus do zika e anunciou a criação de uma unidade global para responder ao aumento de casos registrados. Também manifestou seu temor de que a epidemia se estenda pela África e a Ásia.

A América do Sul é até o momento a região com maior número de casos relatados, particularmente o Brasil, com mais de 1,5 milhões de infectados desde abril, e a Colômbia, com 22.000 casos.

A OMS disse que há uma relação "fortemente suspeita" entre o zika e o aumento excepcional na América Latina de casos de microcefalia, uma má-formação congênita em crianças que nascem com cabeça e cérebro anormalmente pequenos.

O vírus foi descoberto em uma floresta de Uganda chamada zika, em 1947 e até agora não existe vacina contra ele. Na maioria dos casos os sintomas são mais leves do que os da dengue, com febre, dores nas articulações e manchas no corpo.

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