WWF lamenta degradação de áreas de proteção ambiental na RDC

Kinshasa, 5 Fev 2016 (AFP) - O Fundo Mundial para a Natureza (WWF) expressou em Kinshasa nesta sexta-feira sua preocupação com a degradação de áreas protegidas causada pela atividade humana na República Democrática do Congo.

"A constatação não é animadora, estamos diante de uma lógica da degradação e declínio", tanto "em termos de fauna selvagens quanto de equilíbrio ecológico", disse à AFP Cyril Pelissier, chefe do programa de apoio às áreas protegidas (Parap) da WWF RDC, à margem de uma conferência sobre o andamento deste projeto.

A rede de áreas protegidas na RDC (parques nacionais, reservas naturais, etc.) cobre cerca de 11% do território do país, e a meta é chegar a 17% da superfície em 2020.

Uma das tarefas do Parap é proporcionar ao governo dados fiáveis e atuais sobre as áreas protegidas, muitas das quais ainda são pouco mapeadas.

A RDC conta com cinco reservas naturais classificadas pela Unesco como patrimônio mundial da humanidade, mas todas na categoria "em perigo".

Cinco vezes maior que a França, o Congo é o lar de mais de 60% das florestas densas da Bacia do Congo, a segunda maior floresta tropical do mundo depois da Amazônia, e é lar de uma rica biodiversidade, longe de ter sido totalmente catalogada.

Segundo Pelissier, "a República Democrática do Congo é o país africano com o maior número de espécies de mamíferos".

A falta de desenvolvimento de serviços públicos em muitas partes do território e conflitos armados que continuam na metade oriental do país causam forte pressão sobre os recursos naturais.

"Muitas áreas protegidas só têm proteção no nome", lamenta Pélissier. São invadidas para roubar madeira, alvo de pesca e caça ilegal.

Estas práticas são "destrutivas, mas a verdadeira dificuldade que o camponês congolês enfrenta explica em parte essa deterioração", avalia Pelissier.

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