Washington acusa Moscou de 'exacerbar' conflito na Síria

Washington, 11 Fev 2016 (AFP) - O governo americano acusou a Rússia, nesta quinta-feira, de ter "exacerbado" o conflito na Síria com seu apoio militar às forças do governo, no âmbito de uma conferência internacional em Munique que tenta encontrar uma saída para a crise.

"Foi o apoio russo ao governo de (Bashar) Al-Assad nesses últimos meses e, mais recentemente, durante o cerco a Aleppo, que exacerbou, intensificou o conflito", rebateu o porta-voz do Departamento de Estado americano, Mark Toner, depois que o primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, advertiu que uma ofensiva terrestre estrangeira na Síria poderia provocar "uma nova guerra mundial".

Segundo Toner, a Rússia "francamente pôs em perigo o processo político da Síria", ao apoiar os ataques lançados pelo governo de Bashar al-Assad desde o início deste mês no norte do país.

Hoje, em Munique, os chanceleres dos principais países envolvidos no conflito sírio tentavam chegar a um cessar-fogo na Síria e conter a onda de refugiados que, fugindo das bombas russas, acumulam-se na fronteira com a Turquia.

"É muito preocupante", acrescentou Toner.

"De fato, o secretário de Estado (John Kerry) já falou que, considerando-se os grupos díspares no terreno na Síria, as diferentes facções e elementos que brigam entre si, isso pode se agravar e se transformar em um conflito mais amplo", disse o porta-voz da diplomacia americana.

"Mas, se a Rússia se preocupa, então, deveria olhar o que faz ao apoiar o regime de Al-Assad", insistiu Toner.

Há uma semana, o governo americano pede um "cessar-fogo imediato" na Síria e a abertura de corredores humanitários para as cidades sitiadas.

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