França considera 'decisiva' ofensiva terrestre de tropas locais e árabes na Síria

Berlim, 12 Fev 2016 (AFP) - O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, estimou que uma ofensiva terrestre de tropas locais e eventualmente de outros países árabes seria decisiva para combater o grupo jihadista Estado Islâmico (EI), em uma entrevista publicada nesta sexta-feira na Alemanha.

"As operações militares no Iraque e na Síria estão sendo realizadas atualmente por uma coalizão de vários países, que formam tropas locais e as assessoram. Uma ofensiva terrestre destas tropas locais, e também de certos países árabes, se quiserem fazê-lo, é decisiva (contra o EI), embora seja apenas para manter as zonas reconquistadas", declarou Valls aos jornais do grupo de imprensa Funke.

O chefe do governo francês, que participará nesta sexta-feira da Conferência de Munique sobre segurança, deixou claro, no entanto, que "cada país é soberano de suas decisões".

"A França (...) não tem a intenção de enviar tropas em terra na luta contra o Daesh", o acrônimo em árabe do Estado Islâmico, acrescentou Valls.

A Arábia Saudita levantou recentemente a ideia de enviar tropas terrestres à Síria, como parte da coalizão internacional antijihadista dirigida pelos Estados Unidos, que até o momento atua apenas pelo ar neste país e também no Iraque.

Já o primeiro-ministro russo Dimitri Medvedev, também presente em Munique, advertiu que o envio de tropas terrestres estrangeiras à Síria pode provocar "uma nova guerra mundial".

"As ofensivas terrestres fazem em geral com que as guerras se tornem permanente", advertiu em uma entrevista publicada nesta sexta-feira pelo jornal Handelsblatt.

"Todas as partes devem estar obrigadas a se sentar na mesa de negociações, em vez de provocar uma nova guerra mundial", acrescentou Medvedev.

Os principais atores envolvidos na crise na Síria chegaram a um acordo, na quinta-feira à noite, sobre uma "suspensão das hostilidades" nesse país durante uma semana e sobre um maior acesso da ajuda humanitária aos civis.

"Acertamos uma suspensão das hostilidades em todo o país no prazo de uma semana" e a ampliação da ajuda humanitária para uma série de cidades, declarou o secretário de Estado americano, John Kerry, ao final de uma reunião de mais de cinco horas em Munique, no sul da Alemanha.

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