Mais de 700 palestinos detidos por Israel sem processo

Ramallah, Territórios palestinos, 19 Fev 2016 (AFP) - Israel mantém mais de 700 palestinos na prisão sem acusação ou julgamento, denunciou nesta sexta-feira o Clube dos prisioneiros palestinos.

O número de prisioneiros palestinos em detenção administrativa tem aumentado significativamente nos últimos meses com as prisões por parte das forças israelenses em meio a nova onda de violência, afirma o Clube em um comunicado.

A detenção administrativa é um regime extrajudicial que permite a detenção de suspeitos sem julgamento ou acusação por seis meses, renováveis indefinidamente.

Este regime voltou a ser o centro das atenções com o caso de Mohammed al-Qiq, um jornalista em perigo de morte após 87 dias de greve de fome para obter a sua libertação.

A detenção administrativa é polêmica não apenas entre os palestinos, para os quais é outra manifestação da arbitrariedade sob ocupação, mas também entre os defensores dos direitos humanos e no seio da comunidade internacional.

O enviado especial da ONU para o Oriente Médio, Nickolay Mladenov, voltou a citá-la na quinta-feira à noite ante o Conselho de Segurança da ONU. Ele pediu que fosse libertado "imediatamente" qualquer pessoa atualmente em detenção administrativa. Ele também expressou "profunda preocupação com a deterioração da saúde" de Mohammed al-Qiq.

Para Israel, a detenção administrativa, herdada do mandato britânico sobre a Palestina, é uma ferramenta essencial para a prevenção de ataques, permitindo manter informações confidenciais em segredo.

Mais de 7.000 palestinos estão atualmente presos depois de serem condenados ou mantidos em detenção administrativa, de acordo com o Clube de prisioneiros.

Destes, trinta foram presos antes da assinatura, em 1993, dos acordos de Oslo sobre a autonomia. A Autoridade Palestina faz da libertação desses prisioneiros uma condição para retomar as negociações de paz com o governo israelense, completamente congeladas.

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