UE chega a acordo sobre demandas britânicas

Bruxelas, 19 Fev 2016 (AFP) - Os 28 países da União Europeia chegaram a um acordo, nesta sexta-feira, para atender às exigências britânicas de modo a permanecer no bloco, ao fim de mais de 30 horas de negociações quase ininterrumptas - anunciou a presidente da Lituânia.

"Há um acordo para que o Reino Unido fique na UE. Acabou-se o drama", escreveu no Twitter a presidente Dalia Grybauskaite.

Segundo o primeiro-ministro britânico, David Cameron, a Grã-Bretanha terá um "status especial" dentro da UE.

"Negociei um acordo para dar ao Reino Unido um status especial na UE", tuitou Cameron, pouco depois da oficialização do pacto por parte do presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.

"Acordo. Há apoio unânime", anunciou Tusk.

"Estou muito feliz. É justo com o Reino Unido, justo com os outros 27 Estados", postou o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

"É um bom compromisso, que espero que sirva para manter a Grã-Bretanha na UE", escreveu o primeiro-ministro tcheco, Bohuslav Sobotka.

Após alcançar o difícil acordo, durante um jantar de trabalho, o primeiro-ministro britânico está livre para voltar para Londres e convocar o referendo sobre a UE. Nele, o premiê pedirá o voto a favor da permanência no bloco.

David Cameron dará uma entrevista coletiva ainda hoje, antes de retornar para Londres. No sábado, apresentará o acordo ao governo britânico e poderá anunciar a data do referendo.

Ao longo de todo o dia, o premiê se reuniu com aqueles líderes reticentes ao pacto.

Os detalhes do acordo não foram divulgados, mas Cameron chegou a Bruxelas com quatro demandas: poder limitar as ajudas sociais aos imigrantes europeus, ficar à margem dos próximos passos para uma maior integração europeia, que o mercado único melhore sua competitividade e proteger a "City" de Londres das decisões da zona do euro.

As exigências do primeiro-ministro refletem a tradicional visão de Londres do que deveria ser a União Europeia - um grande mercado aberto - frente aos países que querem fazer do bloco uma união mais política.

Cameron reiterou que não voltaria para casa com um acordo ruim e que preferiria, neste caso, continuar negociando. Ele contou com o apoio da chefe de governo alemã, a chanceler Angela Merkel, para quem qualquer concessão a Londres seria menos pior do que uma saída britânica do bloco.

Nesse processo, a oposição britânica - dos trabalhistas ao UKIP - acusou Cameron e seus sócios de exagerarem as dificuldades para que o acordo seja mais valorizado pela população.

al-pa/jz/pr/tt

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