Atirador é preso após matar sete pessoas em Michigan

Chicago, 21 Fev 2016 (AFP) - Um homem suspeito de atirar indiscriminadamente em uma localidade de Michigan, no norte dos Estados Unidos, foi preso neste domingo depois de deixar um rastro de sete mortos.

Os ataques foram cometidos no sábado à noite em Kalamazoo County, cerca de 190 km a oeste de Detroit, e o suspeito foi detido pouco depois da meia-noite (02H40 de Brasília).

"Acreditamos que temos o nosso suspeito em detenção", declarou em uma coletiva de imprensa o tenente da polícia Dave Hines.

Hines informou que houve três tiroteios: um na área externa de um condomínio residencial, outro em frente a uma concessionária de veículos e o terceiro em um restaurante.

O chefe do Departamento de Segurança Pública de Kalamazoo, Jeff Hadley, afirmou que o detido em questão era "um forte suspeito", enquanto a imprensa local anunciou que o perigo havia passado.

Ainda não há informações sobre as motivações do agressor, apresentado como um homem branco, com cerca de 50 anos e que dirigia um carro Chevrolet azul.

Várias agências da polícia acabaram envolvidas no caso, e o número de vítimas e seus perfis foram mudando com o passar das horas.

O xerife adjunto de Kalamazoo, Paul Matyas, informou à rede americana CNN que sete pessoas foram mortas nos tiroteios, e que uma outra foi ferida. Os informes policiais anteriores evocavam cinco ou seis mortos.

O pior pesadeloMatyas afirmou que os três tiroteios parecem estar relacionados.

"Este é o pior pesadelo, quando temos alguém armado disparando e matando pessoas aleatoriamente", afirmou o agente ao canal 24 Hours News 8, afiliado da CNN.

Um dos mortos no restaurante é um adolescente, enquanto um pai e seu filho morreram na concessionária.

O suspeito, que foi detido em uma batida de trânsito, não resistiu à prisão.

Tiroteios são comuns nos Estados Unidos, onde as armas de fogo são de fácil acesso e seu porte é garantido pela Segunda Emenda à Constituição.

Os tiroteios de Kalamazoo, condado de 76.000 habitantes, ocorrem em um contexto de uma série de incidentes violentos.

Entre os casos recentes está o ataque de San Bernardino em dezembro passado, com 14 mortos e 22 feridos; além do massacre da escola de Sandy Hook, em dezembro de 2012, que matou 20 crianças e seis adultos.

O presidente americano, Barack Obama, declarou em 1º de janeiro que uma de suas principais metas para este ano seria lutar contra a "epidemia" das armas, apesar do bloqueio do Congresso neste campo.

Os ataques com armas de fogo deixam 30.000 mortes por ano nos Estados Unidos, onde os tiroteios deste tipo estão aumentando.

De acordo com o site gunviolencearchive.org, em 2015 foram registrados 330 tiroteios em massa nos Estados Unidos, muito mais que no ano anterior (281). Os incidentes aconteceram em quase todo o país, tanto em cidades grandes quanto em pequenas.

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