Desemprego na zona do euro retrocede a 10,3% em janeiro

Bruxelas, 1 Mar 2016 (AFP) - O desemprego na zona do euro caiu em janeiro a 10,3%, um décimo a menos que em dezembro, seu nível mais baixo desde agosto de 2011, informou nesta terça-feira a agência europeia de estatísticas Eurostat.

Os analistas previam que o índice de desocupação do bloco monetário permaneceria sem mudanças em janeiro, a 10,4% da população ativa, devido à desaceleração da China e às turbulências nos mercados financeiros.

No total, havia em janeiro 16,65 milhões de pessoas em busca de um emprego na zona do euro, 105.000 a menos que em dezembro e 1,4 milhão a menos que em janeiro de 2015.

Os contrastes continuam sendo fortes entre os 19 países da moeda única.

A triste lista é liderada pela Grécia, com quase um quarto da população ativa desempregada (24,6%, segundo os últimos dados disponíveis, de novembro de 2015). É seguida pela Espanha, com 20,5%, embora com quase três pontos percentuais a menos em relação a janeiro de 2015 (quando o desemprego chegava a 23,4%).

No extremo oposto aparece a Alemanha, a primeira economia europeia, onde o desemprego afetava em janeiro 4,3% da população ativa (contra 4,4% em dezembro e 4,8% em janeiro de 2015).

Na França, o desemprego voltou, por sua vez, a subir de 10,1% em dezembro a 10,2% em janeiro, embora tenha caído dois décimos em relação a janeiro de 2015 (10,4%).

O desemprego no conjunto da União Europeia (UE), formada por 28 países, se situou em janeiro em 8,9%, contra 9% um mês antes e 9,8% em janeiro de 2015.

O desemprego entre os menores de 25 anos na zona do euro caiu a 22%, contra 22,8% de um ano antes.

Os mais afetados nesta categoria são a Grécia, com 48% de jovens desempregados, a Espanha, com 45% (50,8% em janeiro de 2015) e a Itália, com 39,3% (41% um ano antes).

O desemprego na zona do euro cai gradualmente desde um máximo alcançado em setembro de 2013 (12,2%), em plena crise da dívida. No entanto, segue muito acima dos 7% registrados antes d explosão da crise em 2007-2008.

Nos Estados Unidos, epicentro da crise, o índice de desemprego em janeiro de 2006 era de 4,9%, contra 5,7% em janeiro de 2015, lembra a Eurostat.

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