Governo boliviano diz que filho de Evo está morto e vai à Justiça

La Paz, 1 Mar 2016 (AFP) - O governo boliviano garantiu nesta terça-feira que o filho do presidente Evo Morales com a ex-mulher Gabriela Zapata está morto - segundo o ministro da Defesa, Reymi Ferreira.

O ministro revelou ainda que o presidente pediu a um juiz que exija dos familiares que provem o contrário.

"Estamos totalmente convencidos de que, lamentavelmente, esse menino faleceu", afirmou Ferreira, em entrevista coletiva.

Nos últimos dias, a tia de Gabriela, Pilar Guzmán, lançou uma polêmica que arranhou a imagem de Morales.

"Conheço esse menino. Não morreu. Eu o tive nos meus braços", declarou Pilar à imprensa local.

Gabriela Zapata está detida desde sexta-feira sob acusações de tráfico de influência e enriquecimento ilícito. A empresa - na qual ela ocupava o cargo de gerente comercial, a chinesa CAMC - está sendo investigada por seus contratos com o Estado de cerca de US$ 560 milhões.

O ministro Ferreira acrescentou que o pedido ao juiz permitirá mostrar que o garoto está vivo, como alegam os familiares de Gabriela.

"Foi apresentado um recurso na Vara da Infância e da Adolescência, no qual se pede que se pronuncie em um prazo de cinco dias. Neste caso, o demandado, ou seus familiares, apresentando o menor de idade, como cabe, garantindo sua privacidade", detalhou o ministro.

O pedido também inclui "indenização de danos morais, assim como da violação dos direitos que a criança teria".

Ferreira fez críticas: "neste momento, todo mundo disse que é verdade (que o menor está vivo) e que o presidente é um mentiroso, que mentiu".

Segundo ele, o pedido à Justiça é "para que acabe a dúvida, para que se dissipe qualquer dúvida, e que se veja quem mente".

Na segunda-feira, ele disse que queria criar o menino, se estiver vivo. O presidente também se mostrou consternado com a versão - dada pela mãe tempos atrás - de que seu filho teria morrido, sem ter como confirmar sua veracidade.

Evo Morales é solteiro e tem dois filhos - um casal.

O incidente afetou a imagem do governo, que confirmou ainda que Gabriela Zapata fazia uso dos escritórios do Ministério da Presidência para entrar em contato com empresários. Em geral, esses espaços são usados pelas primeiras-damas.

A chefe da pasta que administra esses gabinetes, Cristina Choque, está presa por ter facilitado seu uso para Gabriela, enquanto o Congresso Nacional questiona todos os contratos da chinesa CAMC.

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