ONU denuncia 'violações diárias aos direitos Humanos' no Haiti

Porto Príncipe, 1 Mar 2016 (AFP) - O relator da ONU no Haiti, o advogado colombiano Gustavo Gallon, lamentou nesta terça-feira a falta de progressos na situação dos direitos humanos no país.

"As violações aos direitos Humanos se repetem a cada dia", denunciou Gallón, afirmando que estes problemas "deveriam ter sido resolvidos há muito tempo".

As condições de vida desumanas nas prisões do Haiti são uma das primeiras preocupações, segundo Gallón.

O relator visitou na quinta-feira a prisão de Croix des Bouquets, um estabelecimento de segurança máxima inaugurado em 2012. "Nos alojamentos para oito pessoas, amontoam-se 12", testemunhou.

A taxa de ocupação das prisões no Haiti ultrapassa 450%, de acordo com o último relatório do organismo internacional Centro de Estudos Penitenciários, que afirma que é um dos mais altos níveis de superpopulação do mundo.

Cerca de 72% dos reclusos ainda aguardam julgamento. "Eu encontrei um prisioneiro que estava em prisão preventiva desde 2012, ou seja, há mais de três anos. Ele foi acusado de comprar uma arma que havia sido roubada. É um crime punível com um ano e meio de prisão", exemplificou Gallón.

Durante sua visita ao Haiti, o relator da ONU também visitou um posto de fronteira com a República Dominicana para observar as condições de vida das pessoas expulsas daquele país.

Gallón reiterou o seu apelo às autoridades dominicanas: "peço respeitosamente, de um ponto de vista humanitário, que protejam esta população".

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