Talibãs afegãos se negam a participar de negociações de paz

Cabul, 5 Mar 2016 (AFP) - Os talibãs afegãos se negaram neste sábado a participar das negociações de paz em Cabul impulsionadas pelo governo afegão e apoiadas por China, Estados Unidos e Paquistão.

O anúncio põe fim às esperanças de uma negociação direta com os talibãs, que desde a queda de seu regime, em 2001, realizam uma violenta insurreição.

O governo afegão e seus três sócios internacionais esperavam retomar novamente o diálogo no início deste mês no Paquistão, negociações que foram suspensas no ano passado.

Em um comunicado, os talibãs rejeitam os rumores segundo os quais "delegados do Emirado Islâmico (como se autodenominam) participarão das próximas reuniões com a permissão do mulá Akhtar Mansur", o líder do movimento, sucessor do mulá Omar.

"Enquanto a ocupação das forças estrangeiras não terminar, enquanto os talibãs não forem retirados das 'listas negras' internacionais e os prisioneiros não forem libertados, estas negociações são inúteis e enganosas e não darão nenhum resultado", indica o comunicado.

Em janeiro, vários líderes talibãs já haviam anunciado estas condições em uma conferência no Catar do movimento pacifista Pugwash.

A primeira rodada de negociações diretas entre os talibãs e o governo afegão foi realizada em junho no Paquistão, mas a segunda reunião foi adiada após o anúncio da morte do mulá Omar.

Desde então, o governo afegão obteve o apoio de China, Estados Unidos e Paquistão para tentar retomá-las.

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