Corregedoria da Polícia belga investiga falhas na vigilância de radicais

Bruxelas, 7 Mar 2016 (AFP) - A Corregedoria da Polícia belga destacou várias "negligências e falhas" no tratamento das informações sobre futuros terroristas, às quais as autoridades locais tinham acesso antes dos atentados de Paris, em novembro passado - relatou o canal público RTBF, nesta segunda-feira.

"Um exemplo esclarecedor: bem antes dos atentados de Paris, um nome de guerra usado por um dos terroristas constava de várias bases de dados (policiais) na Bélgica, mas não na base de dados comum", noticiou a RTBF em seu telejornal da noite.

A emissora disse ter tido acesso a um relatório preliminar do "Comitê P", o órgão de controle da Polícia, apresentado hoje a 14 deputados em uma reunião a portas fechadas de uma comissão parlamentar.

Entre os problemas, o mais grave é o "informático", completou o canal, explicando que as cinco Polícias Judiciárias da Bélgica têm sua própria base de dados e nem sempre compartilham suas informações de forma correta.

Outro problema apontado pela Corregedoria é orçamentário. Entre as consequências dessa restrição, afirma o órgão, está que "alguns problemas de informática não foram resolvidos" e "o pessoal qualificado não foi envolvido".

O relatório definitivo do Comitê P deve ser divulgado em meados de abril. O texto deve tratar das notícias publicadas pela imprensa belga. De acordo com os jornais, desde julho de 2014, a Polícia Judiciária teria recebido informações, apontando que os irmãos Salah e Brahim Abdeslam, dois membros dos "comandos" de Paris, haviam-se radicalizado e preparavam um atentado.

O governo belga recebeu duras críticas, sobretudo da França, por não ter impedido que alguns dos autores dos ataques de 13 de novembro se organizassem, embora já fossem conhecidos por seus laços com extremistas que deixaram o país para lutar na Síria.

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