OACI adota novas normas para evitar perder rastro de aviões

Montreal, 9 Mar 2016 (AFP) - Dois anos após o desaparecimento do voo MH370 da Malaysia Airlines, a Organização de Aviação Civil Internacional (OACI) anunciou nesta terça-feira a adoção de novas formas para evitar perder o rastro de aviões em dificuldades.

Os países integrantes desta agência da ONU chegaram a um acordo sobre uma série de emendas à Convenção de Chicago, que rege a aviação comercial civil, que começarão a valer até 2022, segundo comunicado.

Todas as aeronaves comerciais deverão estar equipadas com "dispositivos autônomos de acompanhamento em caso de alerta de socorro que possam transmitir de maneira autônoma informações sobre a posição do avião ao menos uma vez por minuto".

Além disso, as aeronaves deverão estar equipadas com "meios que permitam recuperar e colocar à disposição no tempo oportuno os dados registrados pelos gravadores de bordo".

Os planos devem estender para 25 horas "a duração das gravações de conversas na cabina do piloto, a fim de cobrir todas as fases do voo, para todos os tipos de operações", disse a agência da Organização das Nações Unidas, com sede em Montreal.

"Estas novas disposições garantirão que o lugar de um acidente seja conhecido imediatamente, num raio de 11 quilômetros, e que os investigadores possar ter acesso rapidamente e de maneira confiável aos dados do gravador de bordo do aparato", explicou o presidente do Conselho da OACI, Olumuyiwa Benard Aliu.

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