Pré-candidatos caçam últimos votos na véspera da "Super Terça"

Em Washington (EUA)

  • Scott Audette (L)/Javier Galeano (R)/Reuters

    Donald Trump e Hillary Clinton, pré-candidatos à Presidência dos EUA

    Donald Trump e Hillary Clinton, pré-candidatos à Presidência dos EUA

Os pré-candidatos democratas e republicanos na corrida pela Casa Branca dedicavam todos os seus esforços, nesta segunda-feira (14), à busca pelos últimos votos antes da segunda "Super Terça" das prévias norte-americanas, que contará com votações decisivas na Flórida e em Ohio.

Entre os republicanos, a terça-feira será um dia de vida ou morte para as esperanças dos pré-candidatos Marco Rubio, senador pela Flórida, e John Kasich, governador de Ohio.

Neste mesmo dia, também serão realizadas primárias de ambos os partidos em Illinois, Missouri e Carolina do Norte.

Uma vitória do magnata Donald Trump na Flórida, como apontam, sem exceção, as pesquisas divulgadas na última semana, selaria a sorte de Rubio. Neste caso, ele seria pressionado a jogar a toalha.

Kasich também depende de uma vitória em seu reduto eleitoral, Ohio, onde as sondagens sinalizam uma disputa bastante equilibrada com Trump.

Um resultado positivo poderia "devolver" Kasich à corrida, especialmente se Rubio ficar pelo caminho. Pode, inclusive, ser a última chance para o Partido Republicano de tentar conter Trump. Hoje, o ex-candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos Mitt Romney discursou em um evento de apoio a Kasich e foi ovacionado.

Em um ato público neste fim de semana, Trump garantiu que, se vencer na Flórida e em Ohio nesta nova "Super Terça", "o partido estará liquidado" na disputa interna. Pesquisas de opinião antecipam sua vitória na Flórida, Illinois, Missouri e Carolina do Norte.

Entre os republicanos, os Estados em disputa concedem todos os delegados ao vencedor, em vez da distribuição proporcional entre os pré-candidatos.

Truculência concentra atenção

Nesta segunda, todos os pré-candidatos percorriam os Estados onde acontecem as primárias, organizando atos públicos para conquistar os últimos indecisos. O pano de fundo é a dura polêmica com os episódios de violência nos comícios de Trump.

Na sexta-feira, o bilionário cancelou um evento de última hora diante da escalada de violência entre manifestantes anti-Trump e enfurecidos simpatizantes do pré-candidato.

Hoje, Trump voltou a cancelar um compromisso, desta vez um comício na Flórida, preferindo contatos políticos em Ohio.

Durante todo o fim de semana, Trump e sua equipe de campanha se viram envolvidos em confusas situações decorrentes da animosidade entre ativistas e simpatizantes. Em um deles, em Ohio, no sábado, um jovem tentou subir na tribuna onde Trump discursava, mas foi contido por agentes do Serviço Secreto, enquanto o político era retirado às pressas.

Identificado como o estudante universitário Thomas DiMassimo, o jovem contou à imprensa norte-americana ter sido motivado por sua rejeição ao "racismo" pregado por Trump em seus discursos.

"Trump é um abusador, nada além disso", afirmou DiMassimo, acusado de "provocar desordem em um ato público".

Um 'incendiário político'

Entre os democratas, o senador Bernie Sanders e a ex-secretária de Estado Hillary Clinton também aproveitavam essas últimas horas nas ruas.

Sanders fez um comício em Ohio, no qual chamou Trump de "mentiroso patológico", rebatendo acusações de que teria instigado a violência de militantes nos eventos promovidos pelo bilionário.

No fim de semana, Trump chegou a ameaçar mandar seus próprios ativistas para perturbar os comícios do democrata.

Já Hillary Clinton dedicou o dia de hoje a fazer contatos políticos e com eleitores na Flórida. De acordo com enquete da Universidade Quinnipiac, neste Estado, ela abre vantagem de pelo menos cinco pontos percentuais em relação ao oponente.

Durante uma reunião pública com eleitores no domingo à noite, Hillary Clinton disse que Trump está "traficando ódio e medo" e classificou-o como um "incendiário político".

A ex-primeira-dama é considerada franca favorita a obter a indicação democrata, e segundo pesquisas mais recentes sobre esta segunda "Super Terça", pode manter ou até ampliar sua vantagem sobre Sanders.

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