Policias feridos em Bruxelas em operação relacionada a atentados de Paris

Bruxelas, 15 Mar 2016 (AFP) - A polícia federal belga lançou nesta terça-feira uma vasta operação em Bruxelas, da qual também participam policiais franceses, para tentar deter um ou mais homens em fuga após tiroteios que feriram quatro agentes de segurança envolvidos na investigação dos atentados de Paris.

A procuradoria federal belga confirmou que um tiroteio aconteceu pouco antes das 15h00 (11h00 de Brasília) no distrito de Forest, em Bruxelas, durante uma operação policial de busca em um apartamento. Os agentes foram recebidos a tiros e três foram feridos.

Os suspeitos teriam fugido e se refugiado em outra residência, onde ocorreu um segundo tiroteio, no qual um quarto agente foi ferido, explicou o porta-voz da procuradoria belga, Eric Van der Sypt.

Um dos principais suspeitos ligado aos atentados de Paris, Salah Abdeslam, continua foragido, mas ele não teria sido o alvo da operação desta terça, e sim "pessoas próximas a um ou mais dos onze indiciados belgas", segundo uma fonte policial francesa.

"Durante uma operação de busca, uma equipe composta por policiais belgas e franceses receberam tiros de armas pesadas, mas sou extremamente prudente quanto as circunstâncias" do incidente, explicou o ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve.

"Prudente porque há uma operação em curso e não farei qualquer outro comentário", acrescentou.

Por volta das 16h30, quando o perímetro de segurança foi ampliado para a rua Dries, com um dispositivo de segurança reforçado, uma breve troca de tiros foi ouvida por um jornalista da AFP no local.

A operação seria de verificação de documentos de identidade falsos, que teriam alguma conexão com a investigação dos atentados de Paris, que fizeram 130 mortos e mais de 350 feridos em 13 de novembro de 2015.

Um ou mais ocupantes do apartamento visado pela polícia teria recebido os agentes a tiros.

Dois homens teriam conseguido fugir pelo telhado, e um outro - talvez dois - teria sido encurralado dentro da residência, de acordo com a emissora RTBF.

Foram registrados dois tiroteios com meia hora de intervalo pouco antes das 15h00 e às 15h20 durante a fuga, segundo o canal.

Um helicóptero e membros das forças especiais belgas foram enviados a o local. A área foi completamente isolada e os jornalistas foram mantidos afastados.

Um jornalista da AFP viu "doze carros de polícia, com suas sirenes ligadas".

De acordo com o gabinete do prefeito de Forest, Jean Marc-Ghyssels, que visitou o local, o perímetro de segurança foi "expandido" no meio da tarde, e os alunos de duas escolas e duas creches do bairro receberam proteção policial.

Vários dos suspeitos dos atentados viviam na capital belga, onde foi perdido o rastro, um dia após os ataques de 13 de novembro, de Salah Abdeslam, um dos suspeitos-chave.

Desde então, a justiça belga realiza operações do tipo. Em uma delas, descobriu um apartamento belga utilizados pelos supostos autores dos ataques para construir explosivos.

A Bélgica deteve onze pessoas dentro desta investigação de terrorismo.

Oito dos onze acusados ainda estão sob custódia. Um dos principais suspeitos, Salah Abdeslam, e seu amigo Mohamed Abrini, nascido como ele na comuna de Molenbeek, em Bruxelas, ainda não foram encontrados.

Salah Abdeslam, de 26 anos, é suspeito de ter tido um papel-chave na logística nos ataques em Paris.

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