Governo da Bolívia: filho de Evo Morales com ex-namorada nunca existiu

Em La Paz (Bolívia)

  • Jose Lirauze/Xinhua

    Evo Morales, presidente da Bolívia

    Evo Morales, presidente da Bolívia

O governo boliviano anunciou nesta quarta-feira (16) que o filho entre o presidente Evo Morales e sua ex-namorada Gabriela Zapata nunca existiu, apoiado nas primeiras investigações do Ministério Público, uma história com ares novelescos que veio à tona em fevereiro.

"Não existiu filho, a certidão de nascimento que apresentaram ao [presidente] Evo era falsa, o filho nunca nasceu", afirmou, durante ato público, o vice-presidente Álvaro García, insistindo em que "enganaram o presidente Evo, [Gabriela] Zapata mentiu para Evo".

Pouco antes, o procurador-geral Ramiro Guerrero revelou em entrevista à imprensa que "a senhora Zapata nunca esteve internada no Hospital da Mulher [para dar à luz], o bebê nunca nasceu nesse Hospital da Mulher".

Além disso, assegurou que a ex-namorada do presidente forjou uma certidão de nascimento após falsificar um documento do hospital, correspondente a outra criança, nascida um ano antes.

O escândalo veio à tona no começo do mês passado, quando o jornalista Carlos Valverde revelou que o governante havia tido um filho com Zapata e que ela era, naquele momento, gerente comercial da companhia chinesa CAMC, que na gestão atual firmou contratos com o Estado no valor de US$ 560 milhões.

O presidente negou as acusações da oposição de tráfico de influências e pediu que fosse investigada a empresa chinesa. Zapata foi presa preventivamente após as acusações de enriquecimento ilícito.

Morales admitiu de forma pública a relação surgida em 2007 e afirmou que, fruto deste relacionamento, havia nascido um menino, que teria morrido, de acordo com ele, pouco tempo depois, com o relacionamento chegando ao fim.

Uma mulher que se identificou como tia de Zapata afirmou à imprensa local que a criança existia, com idade hoje entre oito e nove anos, mas a veracidade desta declaração foi negada pelo governo, que trabalhava com a versão da morte do filho de Evo. Uma irmã de Zapata negou que a família conhecesse a suposta tia da ex-namorada.

O escândalo foi revelado dias antes da realização do referendo que rejeitou uma terceira reeleição consecutiva de Morales.

Desde que foi presa, Zapata não voltou a fazer declarações públicas sobre o caso.

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