EUA: site Gawker deve pagar US$ 140 mi a Hulk Hogan por vídeo sexual

St. Petersburg, Estados Unidos, 21 Mar 2016 (AFP) - Um júri americano aumentou nesta segunda-feira a 140 milhões de dólares o montante que o site Gawker terá que pagar ao ex-lutador profissional Hulk Hogan por ter difundido um vídeo em que ele aparece fazendo sexo com a esposa de um amigo.

Os seis jurados de um tribunal de St. Petersburg, na Flórida (sudeste), que na sexta-feira condenaram Gawker a desembolsar 115 milhões de dólares, entenderam que Hogan deve receber US$ 25 milhões adicionais como indenização por perdas e danos.

Do montante imposto na segunda-feira, a empresa Gawker terá que pagar US$ 15 milhões e seu fundador, Nick Danton, os US$ 10 milhões restantes.

O ex-editor da página A.J. Deulerio, que decidiu em última instância divulgar o vídeo, será responsável por pagar cem mil dólares.

O ex-lutador, de 62 anos, cujo nome de batismo é Terry Bollea, conseguiu convencer o júri de que a publicação na internet de uma versão editada com menos de dois minutos do vídeo amador gravado clandestinamente foi humilhação e invasão de privacidade.

Hogan caiu em prantos na sexta-feira, quando após duas semanas de julgamento, o júri anunciou a decisão de atribuir a Hogan o elevada quantia de 115 milhões de dólares, acima do que o ex-campeão de luta livre pediu em sua ação (US$ 100 milhões).

O site, dedicado a atualidade e entretenimento e que poderia ser obrigado a declarar falência, informou que apelará da sentença.

A juíza Pamela Campbell também determinou que o vídeo sexual seja mantido fora do alcance do público.

Hogan processou o site Gawker após a publicação do vídeo em que aparecia fazendo sexo com a esposa de seu então melhor amigo, o locutor de rádio conhecido como 'Bubba the Love Sponge'.

O ex-lutador disse que seu amigo tinha um "casamento aberto" e queria que a mulher fizesse sexo com ele. Depois de insistir, Hogan disse finalmente ter aceitado, mas não soube que a cena tinha sido filmada.

Quando o vídeo apareceu em 2012, os advogados de Hogan pediram ao Gawker que o retirasse, mas o site não o fez por seis meses e foi visto por sete milhões de pessoas, segundo os representantes de Hogan, protagonista de programas de 'reality show' e filmes.

O site Gawker alegou durante o julgamento que a divulgação do vídeo era de interesse público, razão pela qual estaria sob a proteção da Primeira Emenda da Constituição americana, que garante a liberdade de expressão.

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