Sob pressão, Trump apresenta equipe de Política Externa

Washington, 21 Mar 2016 (AFP) - O pré-candidato republicano Donald Trump, favorito entre o eleitorado conservador na corrida à Casa Branca, anunciou sua equipe de assessores para Política Externa, nesta segunda-feira, em um dia no qual foi duramente criticado por suas oscilantes posições sobre Israel.

Trump vinha sob forte pressão dos demais pré-candidatos e por parte dos principais jornais americanos para que divulgasse suas posições sobre o papel dos Estados Unidos no mundo e sobre as bases de suas propostas de Política Externa.

Em entrevista com os editores do jornal "The Washington Post", Trump mencionou vários nomes de assessores que o aconselham nessa área.

Em questões de estratégias antiterroristas, por exemplo, citou Walid Phared, um acadêmico que, segundo matéria da revista Mother Jones em 2011, teria tido vínculos com os chamados "senhores da guerra" cristãos na guerra civil no Líbano.

Para questões de Defesa no âmbito internacional, Trump conta com a assessoria de Keith Kellogg, um ex-oficial das Forças Armadas que participou, no meses iniciais, da ocupação americana no Iraque.

Trump também mencionou Joe Schmitz, que trabalhou no Pentágono durante o governo do republicano George W. Bush. Depois, segundo o "Washington Post", foi executivo no grupo armado privado Blackwater. Com frequência, a empresa é apontada como um exército de mercenários.

A lista inclui Carter Page e George Papadopoulos, especialistas em questões de energia e que, no início desta campanha presidencial, assessoravam outro pré-candidato republicano, o neurocirurgião aposentado Ben Carson. Este último desistiu da disputa e anunciou seu apoio a Trump.

Hoje, a pré-candidata democrata Hillary Clinton, favorita nas prévias de seu partido, atacou o magnata republicano durante discurso aos membros do lobby israelense Aipac (Comitê de Assuntos Públicos EUA-Israel, em português).

Ao se referir à posição que Washington deve adotar em relação a Israel, a ex-secretária de Estado disse que são necessárias "mãos firmes, não um presidente que, na segunda, diz que é neutro, pró-Israel na terça, e que sabe-se lá o que dirá na quarta-feira, porque acha que tudo é negociável".

Durante um debate entre pré-candidatos republicanos, realizado em janeiro passado, Trump sugeriu que seria aconselhável que os Estados Unidos evitassem tomar partido nas negociações entre Israel e os palestinos.

Em sua fala hoje à comunidade judaica americana, Hillary defendeu que os Estados Unidos devem eleger "um presidente com um profundo compromisso pessoal com o futuro de Israel".

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