Anista pede que Washington e Londres não forneçam armas utilizadas no Iêmen

Dubai, 22 Mar 2016 (AFP) - A Anistia Internacional pediu nesta terça-feira a Estados Unidos e Reino Unido que suspendam a transferência de armas utilizadas na guerra no Iêmen, um conflito marcado por "violações graves" do direito humanitário internacional.

A Human Rights Watch (HRW) fez um pedido similar, com um apelo a Washington e Londres, assim como a Paris, de suspender a venda de armas para a Arábia Saudita "até que não apenas limite seus ataques aéreos ilegais no Iêmen, mas também investigue as violações" ao direito humanitário.

Esta guerra, que começou com a intervenção - em 26 de março de 2015 - no Iêmen de uma coalizão militar árabe liderada pela Arábia Saudita, já deixou cerca de 6.300 mortos, a metade civis, segundo números da ONU.

"Estados Unidos, Reino Unido - os principais fornecedores de armas à Arábia Saudita - e outros países seguem autorizando a transferência de armas que têm sido utilizadas para cometer e facilitar violações graves e gerar uma crise humanitária de proporções sem precedentes", destaca a organização de defesa dos direitos humanos.

"É hora de os líderes mundiais deixarem de privilegiar seus interesses econômicos", acrescenta a Anistia, que pede ao Conselho de Segurança da ONU a imposição de "um embargo global e total das transferências de armas utilizadas no Iêmen".

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos