Israel prende 1.200 palestinos por trabalho sem autorização

Jerusalém, 22 Mar 2016 (AFP) - A polícia de Israel anunciou nesta terça-feira a prisão de 1.200 palestinos, nas últimas três semanas, por trabalho sem autorização, após a adoção da lei para tentar limitar a entrada de palestinos no território israelense.

"A polícia deteve nas duas últimas semanas 1.200 trabalhadores palestinos sem permissão e 150 empregadores", em centenas de "estabelecimentos distintos", destaca o comunicado.

Para os palestinos é muito difícil conseguir permissão de trabalho em Israel.

O parlamento israelense adotou no dia 14 de março uma lei que agrava as penas contra quem contrata palestinos sem autorização de trabalho. Um israelense que empregue durante apenas um dia um palestino em situação ilegal pode ser condenado agora a até dois anos de prisão.

Os territórios palestinos, Jerusalém e Israel são palco desde 1º de outubro passado de uma onda de violência que já matou 198 palestinos, 28 israelenses, dois americanos, um eritreu e um sudanês, segundo contagem da AFP.

A maioria dos palestinos mortos eram autores ou supostos autores de ataques contra israelenses e foram liquidados pelas forças de segurança.

Segundo um assessor do governo, os autores de 44% destes ataques cometidos em Israel eram palestinos que entraram sem permissão no território hebreu.

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