Líderes mundiais pedem unidade para 'vencer terrorismo'

Em Bruxelas

  • Philippe Wojazer/ Reuters

Líderes de todo o mundo pediram unidade para vencer o terrorismo, após os atentados desta terça-feira (22) em Bruxelas, que tiveram como alvo, segundo vários dirigentes europeus, "a Europa democrática".

"A UE (União Europeia) chora as vítimas dos ataques terroristas em Bruxelas. Foi um ataque contra nossa sociedade democrática aberta", declararam os 28 líderes da UE, assim como os titulares das instituições europeias, em um comunicado conjunto pouco habitual.

De Havana, o presidente americano, Barack Obama, condenou os "revoltantes" atentados no aeroporto e no metrô de Bruxelas.

Por enquanto, há mais de 300 mortos e 200 feridos.

"Devemos estar juntos, independentemente da nacionalidade, da raça ou da fé, na luta contra o flagelo do terrorismo", disse Obama.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, denunciou "ataques desprezíveis que atingem o coração da Bélgica e o centro da União Europeia".

Citado por seu porta-voz, Ban "expressou sua solidariedade ao povo e ao governo belgas".

Em Moscou, o presidente russo, Vladimir Putin, criticou os "crimes bárbaros" de Bruxelas, que "demonstram mais uma vez que o terrorismo não tem fronteiras e que é uma ameaça em todo o mundo. Lutar contra este mal requer a mais ativa cooperação internacional", acrescentou.

Em sua conta no Twitter, o papa Francisco se solidarizou com as vítimas. "Encomendo a misericórdia de Deus às pessoas que perderam a vida", tuitou.

O primeiro-ministro belga, Charles Michel, também condenou estes "atentados cegos, violentos e covardes". "É um momento trágico, um momento negro" para o reino, indicou.

"Toda a Europa foi atingida" e deve tomar "as disposições imprescindíveis diante da gravidade da ameaça", declarou o presidente francês, François Hollande.

A Torre Eiffel se iluminará na noite desta terça-feira com as cores da Bélgica, anunciou a prefeita de Paris, Anne Hidalgo. O emblemático World Trade Center de Nova York prestará a mesma homenagem.

"Nunca deixaremos que os terroristas vençam", afirmou o primeiro-ministro britânico, David Cameron.

O ministro alemão do Interior, Thomas de Maizière, julgou necessário "um combate duro e determinado contra o terrorismo", enquanto a chanceler, Angela Merkel, garantiu que a Alemanha vai cooperar "de todas as maneiras possíveis" para "encontrar, deter e punir os que são responsáveis pelos crimes de hoje".

"A capital de nossa União foi atacada. Estamos de luto pelos mortos e nos comprometemos a vencer o terrorismo por meio da democracia", afirmou o ministro grego das Relações Exteriores, antes de acrescentar em francês: "Somos todos bruxelenses".

Na Espanha, o chefe de governo, Mariano Rajoy, declarou que "o terrorismo não conseguirá nos derrotar. A unidade dos democratas está e estará sempre acima da barbárie e da insensatez".

"O terrorismo é uma ameaça global contra a liberdade e os direitos" e lutar contra ele "é muito difícil, exige de todos perseverança, dedicação, colaboração e inteligência", completou Rajoy.

"Não existe religião que ampare semelhante fanatismo criminoso", afirmou, destacando que "a maior parte das vítimas do terrorismo jihadista é muçulmana".

Posteriormente, um porta-voz do Palácio Real de Madri indicou que "o rei Felipe 6º telefonou para Filipe dos Belgas para expressar o apoio do povo espanhol e dar suas condolências pelas vítimas".

Na América, o presidente da Costa Rica, Luis Guillermo Solis, classificou os atentados como um "ato de barbárie" que "lesiona gravemente a paz e a segurança internacionais".

A União de Nações Sul-Americanas, México, Chile, Equador e Nicarágua também condenaram o ocorrido e transmitiram sua solidariedade à Bélgica.

Em nota divulgada pelo Itamaraty, o governo brasileiro manifestou "sua consternação" e condenou "nos mais fortes termos" o que chamou de "covardes atentados terroristas". Além disso, expressou "sua solidariedade às famílias das vítimas, bem como ao povo e ao governo da Bélgica" e repudiou qualquer ato terrorista.

Na Venezuela, o presidente Nicolás Maduro divulgou uma nota, convocando "a comunidade internacional a atender com urgência às causas desse fenômeno e a impedir o acesso dos grupos terroristas e violentos extremos a fontes de financiamento, formação e dotação logística".

Para o primeiro-ministro sueco, Stefan Lofven, os atentados são "um ataque contra a Europa democrática".

"Com o coração e a mente em Bruxelas, Europa", tuitou por sua vez o chefe de governo italiano, Matteo Renzi.

Segundo o presidente polonês, Andrzej Duda, "a luta contra o terrorismo é tarefa de cada um de nós".

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, estimou que "estes ataques marcam um novo golpe baixo dos terroristas a serviço do ódio e da violência", ao mesmo tempo em que o presidente da Comissão Europeia afirmava seguir "trabalhando para enfrentarmos juntos a ameaça terrorista".

Para o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, os ataques de Bruxelas "mostraram mais uma vez o caráter mundial do terrorismo".

Seu ministro das Relações Exteriores, Volkan Bokzir, afirmou: "É preciso prosseguir com todos os esforços para lutar contra o terrorismo sem distinção e contra os que o apoiam".

Prestigiosa instituição do Islã sunita radicada no Egito, a Al-Azhar condenou "duramente estes ataques terroristas".

"Estes crimes abjetos violam o ensino de tolerância do islã", frisou, em um comunicado.

"Se a comunidade internacional não se unir para enfrentar esta epidemia, os corruptos nunca deixarão de cometer seus crimes abjetos contra inocentes", acrescentou a instituição.

A Chancelaria egípcia também condenou os atentados. "É hora de a comunidade internacional adotar uma posição contundente para enfrentar o terrorismo", estimou o Ministério em um comunicado, no qual pediu "medidas rápidas e eficazes" para impedir "o financiamento" e o "recrutamento dos grupos terroristas".

O Alto Comitê de Negociações, que reúne grupos-chave da oposição síria, condenou os atentados "com a maior firmeza".

"O mundo deve estar unido para vencer o terrorismo", estimou.

Por último, um ministro israelense acusou a Europa nesta terça-feira de ter ignorado o risco de ter "células terroristas islâmicas" em seu território, preferindo criticar Israel. Nessa mesma linha, partidários da saída do Reino Unido da UE também atacaram a política europeia.

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