Presidente turco quer retirar nacionalidade de partidários de rebeldes curdos

Ancara, 5 Abr 2016 (AFP) - O presidente islamita-conservador turco, Recep Tayyip Erdogan, propôs nesta terça-feira pela primeira vez retirar a nacionalidade turca dos partidários do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), em rebelião desde 1984.

"Para impedir que sigam provocando danos, devemos tomar todas as medidas, incluindo a retirada da nacionalidade dos simpatizantes da organização terrorista (o PKK)", declarou Erdogan em um discurso perante advogados em Ancara.

Depois de dois anos de cessar-fogo, os combates entre as forças de ordem turcas e o PKK foram retomados no último verão, minando as negociações de paz iniciadas em 2012 para colocar fim a um conflito que deixou mais de 40.000 mortos desde 1984.

"Estas pessoas não merecem ser nossas cidadãs" por terem traído seu "Estado e seu povo", explicou Erdogan.

Um grupo radical e dissidente do PKK cometeu em fevereiro e março dois atentados com carro-bomba que deixaram mais de 60 mortos em Ancara.

Erdogan reiterou nesta terça-feira sua vontade de erradicar o PKK e descartou qualquer possibilidade de retomar o diálogo com esta organização.

"Nosso Estado não ganha nada falando com terroristas. Esta história acabou", sentenciou.

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