Ted Cruz e Bernie Sanders vencem no Wisconsin

Washington, 6 Abr 2016 (AFP) - O senador ultraconservador republicano Ted Cruz e o senador progressista democrata Bernie Sanders venceram nesta terça-feira as primárias no estado americano do Wisconsin, derrotando o magnata Donald Trump e a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, respectivamente, segundo projeções da redes de TV.

Ted Cruz obteve 48% dos votos, contra 38% para Donald Trump, deixando o governador de Ohio, John Kasich, na última posição, segundo a rede CBS. O Wisconsin distribui 42 delegados.

Ted Cruz festejou a vitória ao lado de partidários em Milwaukee: "Temos uma opção, uma opção real".

Sanders, que confirmou o favoritismo revelado nas pesquisas, obteve 55% dos votos, contra 44% para Hillary Clinton, também segundo a CBS.

No caso dos democratas, o Wisconsin distribui 86 delegados de maneira proporcional.

A votação foi a primeira após 10 dias de descanso na campanha para escolher os indicados à disputa pela Casa Branca, e deu um fôlego para Ted Cruz e Sanders no momento em que o processo se aproxima de seu último terço.

"Todo o país está olhando para o Wisconsin (...). Se vencermos esta noite isto terá repercussões nacionais", avaliou Ted Cruz antes de saber dos resultados.

Na disputa democrata, Sanders acumula mais uma vitória, após ganhar em Idaho, Utah, Alasca, Havaí, Washington, Minnesota e Michigan.

"Acredito que vamos ganhar aqui (no Wisconsin) e em Nova York. Estamos no caminho para a Casa Branca", disse Sanders na segunda-feira em Janesville.

Apesar do otimismo do senador, a ex-secretária de Estado avança com uma vantagem de dois dígitos sobre Sanders em Nova York - estado pelo qual foi senadora e que vota em 19 de abril - e na Pensilvânia, que vai às urnas uma semana depois.

Trump também lidera as pesquisas nestes dois estados, de modo que o Wisconsin não foi uma batalha determinante para ele.

Mas Trump teve uma semana difícil, com sua aura de invencibilidade afetada por escândalos: seus recentes e polêmicos comentários contra o aborto, sobre a esposa de Cruz e contra uma jornalista que denunciou ter sido agredida pelo diretor de campanha do empresário diminuíram ainda mais o apoio das mulheres, segundo as pesquisas.

Para voltar a ganhar o voto feminino, Trump se aproveitou pela primeira vez de uma incomum intervenção de sua esposa Melania. Esta ex-modelo eslovena tomou a palavra para defender um "grande líder" que trata a todos, "homem ou mulher, por igual".

"Ele é justo", disse Melania Trump, de 45 anos.

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