EUA acreditam que democracia brasileira superará crise

Washington, 12 Abr 2016 (AFP) - Os Estados Unidos acreditam que a democracia brasileira será capaz de superar a atual crise política que ameaça o governo da presidente Dilma Rousseff, informaram nesta terça-feira funcionários em Washington.

O porta-voz Josh Earnest disse em entrevista coletiva na Casa Branca que "os Estados Unidos e o presidente (Barack) Obama têm confiança na resistência da democracia brasileira para superar estes desafios".

A Câmara dos Deputados realiza no próximo domingo a decisiva votação sobre o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, e serão necessários os votos de dois terços da Câmara (342 dos 513 deputados) para que o processo avance para sua próxima e última etapa no Senado.

Na visão de Earnest, "em geral, os desafios políticos que enfrenta o governo brasileiro não têm um impacto positivo no panorama econômico do país".

Diante disto, o porta-voz da Casa Branca declarou que "nós temos a esperança de que o governo brasileiro enfrentará estes desafios" para a partir desta situação "seguir em frente de forma que, a longo prazo, possa fortalecer sua economia".

Earnest acrescentou que "é do nosso interesse ver a economia do Brasil se desenvolvendo de forma que possa seguir sendo um importante parceiro comercial dos Estados Unidos".

O porta-voz do departamento americano de Estado, Mark Toner, qualificou a democracia brasileira de "madura".

"Acreditamos que a democracia do Brasil é madura e suficientemente forte para enfrentar os atuais desafios políticos e resolvê-los de forma a permitir que o país prospere", disse Toner em entrevista coletiva.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu nesta terça-feira sua previsão de desempenho da economia brasileira este ano, que deverá sofrer uma retração de 3,8%, superior a previsão precedente de 3,5%.

O Brasil sofreu em 2015 um retrocesso de 3,8%.

Nesta terça-feira, o economista-chefe do Banco Mundial para a América Latina, Augusto de la Torre, avaliou que a crise política no Brasil já atua de fato como um freio na capacidade do país para iniciar uma recuperação econômica.

"Os investidores privados estão esperando para ver o que acontece no ambiente político antes de investir e isto retarda a recuperação do Brasil, além de tornar mais difícil o diálogo sobre as políticas fiscais necessárias para corrigir os desequilíbrios".

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