Hillary e Trump buscam importantes vitórias nas primárias de NY

Nova York, 18 Abr 2016 (AFP) - Os favoritos Hillary Clinton (democrata) e Donald Trump (republicano) buscam vitórias com autoridade nas primárias presidenciais de terça-feira em Nova York, onde pré-candidatos intensificaram os atos de campanha.

Nova York é o segundo estado americano em número de delegados, uma prova de sua importância, em particular para o rival de Clinton, Bernie Sanders, que deseja manter as esperanças depois de vencer sete das últimas oito primárias.

De acordo com as pesquisas mais recentes, Hillary tem uma vantagem de dois dígitos sobre o senador por Vermont para a votação de 19 de abril: 53% contra 40% segundo a Universidade de Quinnipiac e 50% contra 37% para a NY1 Baruch.

Entre os republicanos, as pesquisas apontam que Trump tem entre 55% e 60% das intenções de voto, contra 20% e 17% do governador de Ohio, John Kasich, e 19% e 14% do senador ultraconservador Ted Cruz, do Texas.

O caráter crucial das primárias de NY ficou demonstrado no domingo com a avalanche de atividades dos pré-candidatos, que multiplicaram os esforços sobretudo na cidade de Nova York, a maior dos Estados Unidos.

O magnata Trump, de 69 anos e que fez fortuna especialmente no setor imobiliário da Big Apple, participou em eventos em Staten Island e depois viajou ao norte do estado.

Clinton, 68 anos, ex-secretária de Estado e ex-senadora por Nova York, visitou os quatro distritos mais populosos da cidade: Bronx (norte), Brooklyn (sudeste), Manhattan e Queens (nordeste).

Bernie Sanders, o autodenominado "socialista democrático" de 74 anos e que nasceu no Brooklyn, organizou um comício no grande parque deste bairro, o Prospect Park.

Sanders quer surpreenderO estado de Nova York é o que mais delegados distribui, atrás apenas da Califórnia, que organizará primárias em junho. Na disputa democrata há 291 delegados em jogo, contra 95 entre os republicanos.

Se a vantagem de Trump nas pesquisas parce impossível de reverter para os rivais, Sanders acredita em uma "surpresa para o establishment".

O senador não poupou Hillary Clinton em um debate no Brooklyn semana passada, mas a ex-primeira-dama saiu ilesa, ressaltando sua ideia de que é a candidata mais preparada para a Casa branca.

"O senador Sanders disse que não estou qualificada. Já falaram muitas coisas a meu respeito na vida, mas nunca isto. Questiona minha capacidade de julgamento. Bem, o povo de Nova York votou duas vezes em mim como senadora e o presidente (Barack) Obama me escolheu como sua secretária de Estado", afirmou.

Sanders atrai em particular os jovens, mas tem um desempenho ruim em particular entre a comunidade negra, o que favorece Clinton em um estado muito diverso como Nova York.

Segundo as estimativas, Hillary Clinton supera Sanders com 1.790 delegados contra 1.113. São necessários 2.383 delegados para obter a indicação do partido na Convenção Democrata para a eleição presidencial de novembro.

Do lado republicano, para Trump a meta sobretudo é recuperar a iniciativa, depois que seu principal rival, Ted Cruz, venceu nas primárias de Utah, Dakota do Norte, Wisconsin e Colorado.

São necessários 1.237 delegados para assegurar a indicação na Convenção Republicana de julho, uu número ainda distante para Trump, que tem atualmente um pouco menos de 750 e uma vantagem de quase 200 sobre Cruz.

Caso nenhum pré-candidato conquiste a maioria dos delegados exigida, a convenção ficará aberta e não seria obrigada a indicar Trump como candidato.

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