Nova York vota em primárias-chave com Hillary e Trump como favoritos

Nova York, 20 Abr 2016 (AFP) - Os nova-iorquinos votavam nesta terça-feira em primárias-chave para os candidatos presidenciais dos Estados Unidos, com a democrata Hillary Clinton e o republicano Donald Trump como favoritos diante de adversários que lutam para se manter vivos na corrida à Casa Branca.

Os centros de votação abriram às 06H00 local (07h00 de Brasília) e fecharão às 21H00 local (22H00 de Brasília) para os 5,8 milhões de eleitores democratas e 2,7 milhões de republicanos inscritos nestas primárias "fechadas", nas quais os independentes não podem participar.

Hillary Clinton tem uma vantagem de 53,5% contra 41% sobre seu rival, Bernie Sanders, segundo a média das pesquisas difundidas pela RealClearPolitics.

A mesma medição atribui 52,6% a Trump contra 22,9% ao governador de Ohio, John Kasich, e 17,9% ao senador ultraconservador do Texas Ted Cruz.

Quase dois terços dos eleitores republicanos (64%) no estado declararam que preferiam um candidato que não pertencesse ao establishment, segundo uma pesquisa de boca-de-urna feita pela CNN, que reforçaria uma vitória de Trump.

O estado de Nova York é o que atribui mais delegados depois da Califórnia (oeste), onde as primárias serão celebradas em junho. Na primária democrata há 291 delegados em jogo e 95 entre os republicanos.

Ex-secretária de Estado e ex-senadora por Nova York por oito anos (2001-2009), Hillary Clinton confia em que dará um golpe de autoridade que a encaminhará definitivamente à indicação democrata.

"Sinto-me muito bem, adoro Nova York", disse a ex-primeira-dama de 68 anos, após votar pela manhã em Chappaqua, ao norte da Grande Maçã.

O magnata republicano Donald Trump votou perto da luxuosa torre que leva seu nome e onde mora em Manhattan. "Vamos devolver aos Estados Unidos sua grandeza", declarou, reiterando o lema de sua campanha.

Se as pesquisas anunciam que Trump aniquilará seus rivais, do lado democrata, Sanders, senador por Vermont (nordeste), espera obter um bom resultado, que poderia ser incluído em uma derrota digna, para manter vivas suas esperanças.

Com 74 anos e originário de Brooklyn (sudeste de Nova York), Sanders optou por fazer campanha na noite de terça-feira no estado vizinho da Pensilvânia.

Pesquisas e delegados"Votei em Hillary Clinton porque é a mais qualificada. Gosto de Bernie Sanders, adoro sua energia e sua paixão, e algumas de suas ideias, mas não estou certo de que possa enfrentar nossa realidade política", informou Carlos Ríos, encarregado de recursos humanos, ao sair de um centro de votação em Chelsea, Manhattan.

Ao contrário, David Fields, um afro-americano que trabalha em publicidade, votou no senador chamado de "socialista democrático".

"Precisamos de uma mudança. Gosto do discurso dele, é sincero", disse à AFP.

Três horas antes do encerramento da votação, o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, informou sobre "numerosos erros" nas listas eleitorais no Brooklyn.

Em nível nacional, Hillary está praticamente empatada com Sanders, com 50% contra 48% de intenções de voto, de acordo com uma nova pesquisa.

Mas devido ao sistema eleitoral americano de primárias por estado, Clinton tem uma vantagem sobre Sanders, com 1.790 delegados contra 1.113. São necessários 2.383 delegados para obter a nomeação na convenção democrata para as eleições presidenciais de novembro.

Do lado republicano, Trump, de 69 anos e que fez fortuna sobretudo no setor imobiliário em Nova York, conta como algo menos de 750 delegados, 200 a mais que Cruz.

No Partido Republicano são necessários 1.237 delegados para garantir a indicação na convenção de julho; portanto, Trump ainda está longe deste número mágico.

Caso nenhum candidato obtenha a maioria de delegados requerida, a convenção ficará em aberto e não será obrigada a indicar Trump.

O polêmico multimilionário, que deixou a corrida à Casa Branca de cabeça para baixo com sua campanha agressiva, acusa seu partido de querer bloquear sua indicação e denuncia regras "deturpadas" na atribuição de delegados, que nem sempre corresponde ao voto dos eleitores.

No entanto, depois de sua clara derrota no Wisconsin, em 5 de abril, pelas mãos de Cruz, Trump moderou um pouco suas declarações polêmicas e reorganizou sua equipe de campanha, pensando justamente na convenção de julho.

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