Conselho de Segurança da ONU rejeita reivindicação israelense sobre Colinas de Golã

Nações Unidas, Estados Unidos, 26 Abr 2016 (AFP) - O Conselho de Segurança das Nações Unidas rejeitou, nesta terça-feira, as declarações do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de que o território anexado de Colinas de Golã na Síria permaneceria "para sempre" sob o controle israelense.

O organismo de 15 membros acordou que o status de Golã, ocupado por Israel em 1967, "permanece intacto", disse o embaixador chinês Liu Jieyi, que exerce a presidência do Conselho neste mês.

Liu recordou o texto da resolução de 1981, que estabelece que a decisão de Israel "de impor suas leis, jurisdição e administração nas Colinas de Golã sírias ocupadas é nula, inválida e sem qualquer efeito legal internacional".

A decisão do Conselho corresponde a declarações formuladas por Netanyahu no início de abril, quando reuniu seu gabinete na região pela primeira vez.

"As Colinas de Golã permanecerão nas mãos de Israel para sempre", havia dito o primeiro-ministro no começo da reunião, em prevenção a eventuais pressões para que o país devolvesse o território como parte de um futuro acordo de paz na Síria.

"Israel nunca irá se retirar das Colinas de Golã", afirmou.

Os membros do Conselho "expressaram sua profunda preocupação" com as declarações israelenses e "destacaram que o status de Golã se mantém intacto", disse Liu.

A Liga Árabe e a União Europeia também criticaram as declarações de Netanyahu.

Israel ocupou 1.200 quilômetros quadrados das Colinas de Golã sírias durante a Guerra dos Seis Dias de 1967 e logo anexou o território, uma decisão que nunca foi reconhecida pela comunidade internacional.

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