México prende líder de cartel vinculado ao desaparecimento de 43 estudantes

Em Acapulco

  • Ginnette Riquelme/Reuters

    Bernardo Franco, pai de um dos estudantes desaparecidos de Ayotzinapa, segura cartaz com foto do filho e os dizeres "foi levado vivo", na Cidade do México

    Bernardo Franco, pai de um dos estudantes desaparecidos de Ayotzinapa, segura cartaz com foto do filho e os dizeres "foi levado vivo", na Cidade do México

Forças federais do México anunciaram a detenção de Nicolás Nájera Salgado, líder do cartel 'Guerreros Unidos' desde 2014, supostamente envolvido no desaparecimento dos 43 estudantes de Ayotzinapa.

"Linhas de investigação permitiram descobrir que Nájera Salgado está supostamente relacionado com a produção e tráfico de drogas para os Estados Unidos", anunciou a Secretaria de Governo em um comunicado.

"Além disso, se presume que este sujeito está vinculado aos fatos de 26 e 27 de setembro de 2014", completa a nota, em referência ao desaparecimento dos 43 estudantes em Iguala (Guerrero, sul do México) em uma ação de policiais locais em conluio com o cartel 'Guerreros Unidos'.

Nájera Salgado foi detido por "crime organizado" em Coajomulco, município de Huitzilac, no estado de Morelos, vizinho de Guerrero.

O caso foi enviado à Procuradoria Geral, que em uma investigação determinou que no dia 26 de setembro de 2014 os jovens estudantes foram atacados por policiais municipais de Iguala e da vizinha Cocula, que os entregaram ao cartel 'Guerreros Unidos'.

Os estudantes foram confundidos com integrantes de um cartel inimigo. Os narcotraficantes assassinaram os jovens e queimaram seus corpos em um aterro sanitário, segundo a versão oficial.

Em 17 de outubro de 2014, a promotoria anunciou a prisão de Sidronio Casarrubias, líder do 'Guerreros Unidos' no momento do ataque aos estudantes.

Um ano depois foi detido Gildardo López Astudillo, apontado como o homem que identificou os jovens como membros do cartel rival 'Los Rojos'.

A detenção de Nájera Salgado aconteceu um dia depois do grupo de especialistas da Comissão Interamericana de Direitos Humanos enviado para investigar o caso dos 43 estudantes ter denunciado "obstruções" do governo e supostos casos de tortura contra ao menos 17 dos 123 detidos acusados por este crime.

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