Identificada canadense assassinada em Los Angeles em 1969

Los Angeles, 28 Abr 2016 (AFP) - Uma canadense esfaqueada até a morte em Los Angeles há 46 anos foi finalmente identificada - anunciaram as autoridades locais.

Seu caso chegou a estar vinculado com os assassinatos cometidos por Charles Manson, em 1969.

Na quarta-feira, a Polícia de Los Angeles e a irmã da vítima confirmaram que a vítima durante décadas registrada como "Jane Doe 59" é, na verdade, Reet Jurvetson.

Reet foi esfaqueada várias vezes no torso e no pescoço. A Polícia encontrou o corpo em 16 de novembro de 1969, entre arbustos da famosa via Mulholland Drive, que serpenteia as colinas de Hollywood.

Os detetives tentaram descobrir sua identidade, mas as técnicas da época eram muito limitadas.

Em dezembro de 2003, um membro da Divisão de Homicídios introduziu provas biológicas de Jurvetson na base de dados nacional americana de pessoas desaparecidas, ou de vítimas não identificadas (NamUs, em inglês).

O caso sofreu uma reviravolta quando, em junho de 2015, uma amiga da família encontrou no site o perfil de "Jane Doe 59". Depois que a família entrou em contato com a NamUs, as autoridades decidiram reabrir o caso para fazer novos testes de DNA. A identidade da vítima foi, então, finalmente revelada.

"De início, achamos que Reet estava em busca de liberdade e, por isso, esperamos que entrasse em contato conosco", explicou sua irmã Anne.

"Quando os meses e os anos se passaram, achamos que tivesse começado uma nova vida. Mas nunca pensamos que pudesse ter sido assassinada", acrescentou.

Durante o processo, os agentes se reuniram na prisão com Manson. Ele está há mais de 40 anos atrás das grades por organizar em agosto de 1969 o assassinato de sete pessoas, entre elas, Sharon Tate, mulher do cineasta franco-polonês Roman Polanski, grávida de oito meses.

"Devido ao lugar e à época, em que Reet Jurvetson foi encontrada, e levando-se em conta o nível de violência de sua morte, os investigadores quiseram descartar qualquer conexão com os homicídios cometidos por Manson no verão de 1969", afirmou a Polícia de Los Angeles, em um comunicado.

"Os investigadores fizeram um encontro com Charles Manson para ver se podia dar novos detalhes, ou informações, relacionados com a morte de Jurvetson, mas o encontro não foi frutífero", completou a nota.

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