Venezuela: Maduro convoca 'rebelião pacífica', se for afastado

Caracas, 2 Mai 2016 (AFP) - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou neste domingo que o referendo promovido pela oposição para revogar seu mandato "é uma opção, e não uma obrigação" e, ao mesmo tempo, convocou seus partidários a se rebelarem, caso ele seja afastado.

"O referendo é uma opção, não uma obrigação. Aqui, a única coisa que é obrigação são as eleições presidenciais e serão em 2018, dezembro de 2018. É a única obrigação que temos", disse Maduro a milhares de simpatizantes por ocasião do Dia do Trabalhador.

A coalizão Mesa da Unidade Democrática (MUD) iniciou na última quarta-feira (27) a coleta das assinaturas necessárias para pedir ao máximo órgão eleitoral do país que ative o referendo.

No poder desde 2013, após o falecimento de seu mentor Hugo Chávez (2009-2012), Maduro afirmou que, para se defender dessa ofensiva, nomeou uma comissão que vai rever "uma por uma, todas as assinaturas", para que não haja "fraude".

"Tenho direito à defesa", afirmou Maduro, diante do Palácio presidencial de Miraflores, em Caracas, definindo-se como "o ser humano mais atacado na Venezuela".

Diante da hipótese de que tenha de deixar o cargo por via constitucional, ou derrubado por um golpe de Estado, Maduro convocou seus partidários a se declararem em "rebelião" - mas de forma "pacífica", frisou.

"Se, algum dia, a oligarquia fizer algo contra mim e conseguirem tomar este palácio, por uma via, ou por outra, eu ordeno a vocês que se declarem em rebelião e decretem uma greve geral indefinida, até obter a vitória frente à oligarquia. Uma rebelião popular com a Constituição na mão", completou.

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