Datas-chave da história da Al-Qaeda após morte de Bin Laden

Paris, 2 Mai 2016 (AFP) - A organização Al-Qaeda continua sendo perigosa, apesar da morte de seu fundador, Osama Bin Laden, assassinado por um comando americano no Paquistão em 2 de maio de 2011.

Estas são as datas-chave da história da Al-Qaeda desde que, em 16 de junho de 2011, o egípcio Ayman al-Zawahiri substituiu Bin Laden como líder da organização:

- 30 de setembro de 2011: o americano-iemenita Anwar Al-Awlaqi, propagandista da Al-Qaeda na Península Arábica (AQPA), morre no ataque de um drone americano, que também mata vários líderes da organização no Paquistão. A organização tem pouco dinheiro, mas mantém ativas suas filiais na África (Sahel, Somália) e no Oriente Médio (Iêmen e Iraque, onde a Al-Qaeda ganha espaço desde o fim, em 2011, da invasão americana).

- 11 de setembro de 2012: no dia do aniversário dos atentados de 11 de setembro de 2001, vários grupos armados, alguns relacionados à Al-Qaeda, atacam o consulado dos Estados Unidos em Benghazi (Líbia). Quatro americanos morrem, entre eles o embaixador.

- 14 de setembro de 2012: em meio a uma onda de protestos no mundo árabe contra um filme anti-Islã produzido nos Estados Unidos, um ataque contra a embaixada americana na Tunísia, atribuído a partidários de Seiffallah Ben Hasin, um veterano tunisiano da Al-Qaeda, deixa quatro manifestantes mortos. Acredita-se que Ben Hasin tenha morrido em 2015 na Líbia em um ataque americano.

- 15 de setembro de 2012: a Al-Qaeda pede o prosseguimento dos ataques contra alvos americanos.

- 11 de janeiro de 2013: a intervenção da França e de outros aliados africanos no Mali expulsa a Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI) do norte do país. No dia 16 de janeiro, um grupo próximo ataca uma usina de gás na Argélia (40 civis e 29 criminosos mortos). A partir de julho de 2014, a França ampliará sua operação no Sahel junto a Mauritânia, Mali, Burkina Faso, Níger e Chade.

A AQMI volta a atacar o Mali em novembro de 2015 (20 mortos em Bamaco), e em janeiro e março de 2016 realiza uma ofensiva em Burkina Faso (30 mortos em Uagadugu) e na Costa do Marfim (19 mortos em Grand Bassam).

- 10 de abril de 2013: na Síria, a Frente al-Nosra jura fidelidade à Al-Qaeda e nos meses seguintes se converte em um ator chave na guerra na Síria.

- 29 de junho de 2014: o grupo jihadista Estado Islâmico (EI), criado por militantes da Al-Qaeda no Iraque, proclama de forma unilateral um califado no Iraque e na Síria. Esta declaração aumenta as rivalidades entre as duas organizações. No dia 3 de setembro de 2014, a Al-Qaeda anuncia uma nova filial no subcontinente indiano que cobre Afeganistão, Paquistão, Índia, Bangladesh e Mianmar.

- 7 de janeiro de 2015: atentado contra a revista satírica Charlie Hebdo em Paris (12 mortos), reivindicado pela AQPA. No dia 4 de novembro do mesmo ano Zawahiri faz um apelo a novos ataques contra os países ocidentais.

- 2 de abril de 2015: A AQPA toma a cidade de Mukala, no Iêmen, de onde será expulsa um ano mais tarde. O grupo aproveitou a intervenção de uma coalizão liderada pela Arábia Saudita contra a rebelião xiita no país para reforçar sua presença no sul e no sudeste do Iêmen. No dia 22 de março de 2016, 71 combatentes da AQPA morrem em um ataque americano.

- 13 de agosto de 2015: Zawahiri jura fidelidade ao novo chefe dos talibãs, o mulá Akhtar Mansur.

- 13 de setembro de 2015: Zawahiri faz um apelo a partir da Turquia à unidade dos jihadistas, mas rejeita novamente o califado proclamado pelo EI.

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