Os principais braços da Al-Qaeda no mundo

Paris, 2 Mai 2016 (AFP) - Desde sua criação, em 1988, a rede jihadista Al-Qaeda se espalhou pelo mundo.

Apesar de a principal ameaça atual ser o grupo Estado Islâmico (EI), as organizações afiliadas à Al-Qaeda têm demonstrado resistência, apesar dos golpes infligidos pelos Estados Unidos e seus aliados no Afeganistão e Paquistão, segundo serviços de inteligência americanos.

Al-Qaeda no subcontinente indiano (AQIS)A Al-Qaeda anunciou em 3 de setembro de 2014 a criação da Al-Qaeda no subcontinente indiano (AQIS na sigla em inglês), que abrange Afeganistão, Paquistão - seu berço histórico -, Índia, Bangladesh e Mianmar.

Estima-se que a área tenha entre 500 e 600 combatentes ativos, mas está ligada a grandes organizações como o Talibã afegão e a facção dos talibãs paquistaneses Jamat ul Ahrar, segundo o analista Amir Rana.

A AQIS reivindicou em 2015 vários assassinatos de blogueiros e editores defensores do secularismo em Bangladesh. Em 25 de abril, assumiu a responsabilidade pela morte de dois militantes pelos direitos dos homossexuais em Daca.

Frente al-Nosra na SíriaA Frente al-Nosra surgiu em janeiro de 2012, dez meses após o início da revolta na Síria. É o segundo grupo jihadista mais importante de todos os envolvidos no conflito, atrás do EI.

Embora ambas as organizações tenham uma origem comum, enfrentam-se desde 2013.

A Frente al-Nosra é liderada por Abu Mohamad al-Julani e está presente principalmente nas províncias de Idleb, no noroeste, e Aleppo, no norte.

Segundo o especialista Thomas Pierret, possui entre 7.000 e 8.000 combatentes.

Não participou da última trégua assinada entre o regime e os rebeldes.

Al-Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI)O grupo nasceu do braço armado do islã radical na Argélia. Em 2007, foi renomeado como Al-Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) e desde então tem atraído combatentes de vários países da região.

Em 2012, jurou lealdade à Al-Qaeda.

A organização é responsável por ataques e sequestros contra os ocidentais.

Nasceu entre março e abril de 2012 no norte do Mali e, em seguida, teve de recuar para o sul da Líbia, após a intervenção militar que contou com a participação da França em 2013.

O movimento armado armado Al-Murabitun, liderado pelo argelino Mokhtar Belmokhtar, anunciou em dezembro de 2015 sua adesão à rede.

Em 16 de janeiro de 2013, reivindicou o ataque a uma usina de gás em In Amenas, em que 40 funcionários de dez países diferentes e 29 atacantes foram mortos.

Shebab somaliO Shebab, surgido dos tribunais islâmicos, está à frente de uma insurreição armada que afundou o país no caos a partir de 1991. A organização se ligou à rede Al-Qaeda em 2014.

Desde o início de 2016 o grupo retomou suas atividades. Estima-se que tenha entre 5.000 e 9.000 homens, atualmente sob o comando de Ahmed Abu Ubai Umar, que sucedeu Ahmed Abdi "Godan", morto em 2014.

Em um dado momento, os insurgentes chegaram a controlar quase todo o centro e sul do país. Em agosto de 2011 perderam a capital Mogadíscio, expulsos pela União Africana na Somália (Amisom).

Em outubro de 2011, realizou um ataque contra um complexo ministerial, que deixou 82 mortos. Também é responsável por ataques contra países vizinhos, bem como pelo ataque contra a Universidade de Garissa, em 2 de abril de 2015, que deixou 148 mortos, ou ainda a tomada do shopping Westgate em Nairobi, que deixou 67 mortos.

Al-Qaeda na Península Arábica (AQPA)A fusão, em janeiro de 2009, dos ramos iemenita e saudita da Al-Qaeda deu origem à AQAP, que opera principalmente no Iêmen.

Esta filial da Al-Qaeda iniciou suas atividades com um ataque em Áden, no início de 1992, e em 12 de outubro de 2000 realizou um ataque contra o destróier americano USS Cole, no qual 17 marinheiros morreram.

O grupo aproveitou o caos da guerra civil entre o governo e milícias xiitas iemenitas para se fortalecer no país.

Esta organização reivindicou a responsabilidade por outros ataques, como o ataque a revista Charlie Hebdo em Paris ou a operação fracassada contra um avião comercial americano em Detroit, no Natal de 2009.

Vários de seus altos comandantes foram mortos em operações com drones realizadas pelos Estados Unidos, incluindo o imã Anwar Aulaqi em 2011 e o líder da organização, Naser al-Wahishi, em meados de junho de 2015. Este último era considerado o segundo no comando da rede global da Al-Qaeda.

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