Grupo Estado Islâmico reivindica assassinato de oito policiais no Egito

Cairo, 8 Mai 2016 (AFP) - O braço egípcio do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) matou neste domingo oito policiais em um subúrbio do Cairo, em um dos ataques mais mortíferos cometidos pelos extremistas perto da capital.

"Uma unidade de soldados do califado atacou um micro-ônibus que transportava oito apóstatas da polícia criminal em Helwan (...) e matou todos eles", afirma o "Estado Islâmico do Egito" em uma de suas contas do Twitter. Diz ainda ter "vingado as mulheres puras detidas nas prisões dos apóstatas".

Durante a noite, um grupo abriu fogo contra um micro-ônibus que circulava por Helwan, ao sul do Cairo, com oito policiais à paisana a bordo, entre eles um tenente, informou o ministério do Interior. Todos os ocupantes morreram.

O movimento, que jurou lealdade ao EI em novembro de 2014, reivindicou a maioria dos atentados dos últimos três anos contra as forças de segurança no país, nos quais centenas de policiais e soldados morreram.

Os grupos jihadistas multiplicaram os ataques contra a polícia e o exército desde 2013, quando as forças armadas dirigidas por Abdel Fattah al Sissi, o atual chefe de Estado, depuseram o presidente islamita democraticamente eleito Mohamed Mursi.

O EI do Egito costuma concentrar seus ataques no Cairo, seus arredores e no delta do Nilo. Por sua vez, o grupo Província do Sinai, outro braço egípcio da organização jihadista, comete muitos atentados contra policiais e soldados em seu reduto do norte do Sinai, esta península desértica do leste, na fronteira com Israel e Gaza.

Com a chegada de Sissi ao poder, estes grupos jihadistas tinham como alvo as forças de segurança como represália pela sangrenta repressão que impuseram aos partidários do chefe de Estado deposto. Estes eram, em sua maioria, membros da confraria Irmandade Muçulmana, que havia vencido todas as eleições desde a queda de Hosni Mubarak, no início de 2011.

Mas desde então, o EI do Egito e Província do Sinai também atacam alvos estrangeiros, como o atentado contra o consulado italiano no Cairo, em julho de 2015, a decapitação de um trabalhador croata de uma empresa francesa, no dia 1º de outubro, ou o atentado contra um avião de turistas russos que havia acabado de decolar de Sharm el-Sheikh, no sul do Sinai. Seus 224 ocupantes morreram.

O regime do presidente Sissi fracassou até agora em sua tentativa de colocar fim à insurreição, mesmo que o exército afirme ter eliminado mais de 1.000 jihadistas.

O presidente Sissi reprime duramente toda a oposição, tanto a islamita quanto a laica e liberal.

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