EUA realizam primárias de olho no duelo entre Hillary e Trump

Washington, 10 Mai 2016 (AFP) - Virgínia Ocidental e Nebraska faziam suas primárias nesta terça-feira, enquanto uma nova pesquisa mostrava a democrata Hillary Clinton e o republicano Donald Trump brigando cabeça a cabeça em três estados-chave para a eleição presidencial de 8 de novembro nos Estados Unidos.

Apesar da ampla vantagem nas prévias democratas, a ex-secretária de Estado ainda precisa derrotar o senador Bernie Sanders, que caminha para uma confortável vitória na Virgínia Ocidental.

Os republicanos também vão às urnas hoje na Virgínia Ocidental e em Nebraska (centro), ainda que sua importância agora seja apenas simbólica. Após a desistência de todos os demais concorrentes, Donald Trump se tornou o virtual candidato do partido para disputar a Casa Branca.

Embora os partidos vão anunciar formalmente seus candidatos à presidência em suas respectivas convenções, em julho, o confronto Hillary x Trump já é dado como certo.

Uma pesquisa da Universidade de Qunnipiac mostrou nesta terça-feira que Trump se aproximava de Hillary em dois estados-chave - Flórida e Pensilvânia -, e a superava em Ohio, outro local de disputa importante nas presidenciais.

Desde 1960, nenhum candidato chegou à Casa Branca sem ganhar em pelo menos dois desses estados.

Um candidato precisa de 270 votos do Colégio Eleitoral para ganhar a Presidência, mas com muitos estados já definidos por um e por outro partido, a briga fica mais concentrada.

"A seis meses da eleição, a corrida presidencial entre Hillary Clinton e Donald Trump nos três estados mais cruciais - Flórida, Ohio e Pensilvânia - está muito apertada", comentou o subdiretor da pesquisa, Peter Brown.

Sanders melhorA pesquisa também demonstrou que Sanders, o "democrata socialista" que conquistou os jovens com seu discurso anti-elitista, teria um melhor resultado diante de Trump nos três estados, se fosse o candidato presidencial democrata.

Com este argumento, o senador de 74 anos espera chegar à convenção em boa forma para convencer os 500 "superdelegados" (funcionários e autoridades democratas) que inicialmente prometeram seu apoio a Clinton, a aderir à sua "revolução política".

Sanders, que derrotou Hillary na semana passada em Indiana e afirma que não vai jogar a toalha, tem seis pontos de vantagem na Virgínia Ocidental.

Mesmo sendo derrotada, Hillary continuará somando delegados e se aproximando cada vez mais do mínimo necessário de 2.383 delegados para conquistar a indicação do partido para a disputa de novembro.

A ex-primeira-dama dos EUA já conta com 2.224 delegados contra os 1.448 de Sanders, incluindo superdelegados.

Rebelião republicanaCom a saída da corrida dos últimos rivais de Trump, John Kasich e Ted Cruz, os republicanos parecem ter evitado o que prometia ser uma crise maior na convenção de julho: uma acirrada briga pela indicação diante de milhões de pessoas. Mas outro confronto se anuncia agora.

Trump enfrenta uma rebelião aberta da liderança partidária, crítica de sua retórica e verborragia exagerada e volúvel, quando este seria o momento de deixar a dura disputa das prévias para trás e unir esforços para as eleições gerais.

Mas o bilionário deverá se reunir na quinta-feira com vários líderes republicanos do Congresso no Washington, uma visita que se anuncia como um acontecimento político.

Trump deve sair fortalecido pela última pesquisa.

Hillary conta com 43% das intenções de voto contra 42% de Trump na Flórida e na Pensilvânia, enquanto o magnata ostenta uma vantagem de quatro pontos (43%-39%) em Ohio. A pesquisa foi realizada com cerca de mil eleitores em cada estado. A margem de erro é de 3 pontos para mais e para menos.

Essa leitura pode ser imprecisa, porém. A medição pressupõe um eleitorado "mais branco" do que nas eleições passada - grupo que apoia Trump majoritariamente - e minimiza o crescimento relativo do "voto negro e hispânico", duas partes integrais da base de apoio da ex-senadora.

Além disso, a pré-candidata democrata tem uma vantagem média de 6 pontos sobre o republicano, segundo as últimas sete pesquisas.

Em todo caso, ambos os pré-candidatos têm altos níveis de impopularidade nos três estados, de acordo com as consultas. São "cifras terríveis em honestidade e agrado", disse Tim Malloy, vice-diretor da pesquisa.

Enquanto isso, Cruz sepultou as chances de um retorno à campanha, após dar sinais contraditórios.

"Sempre consideraremos se as circunstâncias mudam (...), mas terão que esperar um pouco mais", disse a jornalistas ao retornar ao Senado nesta terça-feira.

Enquanto isso, outro ex-candidato, Marco Rubio, declarou nesta terça-feira que não está interessado em ser colega de chapa de Trump.

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