Obama será primeiro presidente dos EUA a visitar Hiroshima

Washington, 10 Mai 2016 (AFP) - Barack Obama viaja no final de maio para Hiroshima, tornando-se o primeiro presidente dos Estados Unidos em exercício a visitar essa cidade japonesa destruída por uma bomba atômica americana em 1945.

O objetivo desse deslocamento não é pedir desculpas pela decisão - tomada há 71 anos - de recorrer à arma nuclear, mas oferecer "uma perspectiva focalizada em nosso futuro compartilhado", destacou a Casa Branca nesta terça-feira, consciente do caráter sensível dessa visita altamente simbólica.

Os ataques contra Hiroshima - com 140.000 mortos - e, três dias depois, contra Nagasaki, com 74.000 mortos, aceleraram a capitulação do Japão e o fim da Segunda Guerra Mundial em 15 de agosto de 1945.

A agenda de Obama inclui a ida ao Parque do Memorial da Paz, um lugar para lembrar do inferno nuclear que devastou a cidade quando o bombardeiro americano "Enola Gay" lançou a bomba atômica às 8h15 de 6 de agosto de 1945.

O presidente americano chega a Hiroshima em 27 de maio, depois de participar da cúpula de chefes de Estado e de Governo dos países do G7, em Ise-Shima, pequena cidade do centro do arquipélago.

"O presidente fará uma visita histórica a Hiroshima com o primeiro-ministro (Shinzo) Abe, para ressaltar seu compromisso com a paz e com a segurança em um mundo sem armas nucleares", declarou o governo americano, referindo-se a essa quarta - e provavelmente última - visita de Obama ao Japão antes de deixar a Casa Branca em janeiro de 2017.

De Tóquio, Abe saudou o anúncio da visita e destacou que será uma ocasião "para que Japão e Estados Unidos homenageiem todas as vítimas".

"É uma decisão importante para um presidente dos Estados Unidos", completou.

O governo americano insistiu em que não se tratará de um pedido de desculpas.

"Os Estados Unidos serão eternamente orgulhosos dos nossos dirigentes e dos homens e mulheres que serviram nas Forças Armadas durante a Segunda Guerra Mundial", afirmou o assessor do presidente e vice-conselheiro de Segurança Nacional para Comunicações Estratégicas e Redação de Discursos, Ben Rhodes, em nota na qual explica a visita.

"Sua causa era justa, e nós somos muito agradecidos a eles", reforçou.

"Esta visita será uma ocasião para saudar a memória de todos os inocentes que perderam a vida nessa guerra", acrescentou.

A viagem de Obama será realizada alguns meses antes do 75° aniversário do ataque japonês contra a base americana de Pearl Harbor, em 7 de dezembro de 1941, que levou os Estados Unidos a intervirem na guerra diretamente.

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