Ambientalistas alertam para risco de contaminação em lagoa que abastece Manágua

Manágua, 12 Mai 2016 (AFP) - A organização ambientalista Centro Humboldt alertou nesta quinta-feira que mais de 60.000 nicaraguenses que consomem água da lagoa de Asososca, que abastece parte da capital, Manágua, correm risco de contaminação devido a um sistema de drenagem pluvial construído nas suas proximidades.

A obra "põe em alto risco a qualidade das águas da lagoa de Asososca e o abastecimento seguro de 60.330 pessoas", indicou a organização com base em um estudo que foi apresentado em uma coletiva de imprensa em Manágua.

De acordo com a pesquisa, as autoridades da capital construíram entre 2010 e 2015 uma obra de drenagem pluvial que lança suas águas residuais em um depósito localizado a 200 metros de Asososca.

O estudo encontrou vazamentos de produtos agroquímicos e outros resíduos na lagoa, destacou o diretor do Centro Humboldt, Víctor Campos, durante a apresentação.

Asososca é um reservatório de água doce de origem vulcânica usado desde 1934 para abastecer de água potável mais de 10% dos habitantes da capital.

Na Nicarágua, 80% dos lares têm acesso à água potável.

Outro estudo, realizado pela Universidade Nacional de Engenharia, revelou a existência de arsênico na maior parte da água potável consumida em todos os departamentos do país, com exceção de Manágua.

A ingestão de arsênico durante vários anos pode causar dores abdominais intensas, gastroenterite, diarreia e taquicardia, disse recentemente o líder da pesquisa e especialista em tratamento de águas residuais Sergio Gámez ao jornal Nuevo Diario.

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