'É preciso recuperar a credibilidade do Brasil', diz Michel Temer

Brasília, 12 Mai 2016 (AFP) - O presidente interino Michel Temer afirmou nesta quinta-feira que "é preciso recuperar a credibilidade do Brasil", em seu primeiro pronunciamento após assumir o cargo, que assumiu em substituição à presidente afastada Dilma Rousseff.

Cercado pelos 24 ministros que compõem seu gabinete - todos homens -, Temer disse no Palácio do Planalto que "é urgente pacificar a nação e unificar o Brasil" com um "governo de salvação nacional".

Temer, vice-presidente durante os cinco anos e meio do governo Dilma, lançou uma mensagem de esperança aos brasileiros, que sofrem com a pior recessão econômica em décadas, e prometeu adotar políticas que incentivem a economia e atraiam investimentos para combater a elevada inflação e o desemprego crescente.

"Partidos políticos, lideranças, entidades organizadas e o povo brasileiro hão de prestar sua colaboração para tirar o país dessa grave crise em que nos encontramos", disse Temer, de 75 anos.

"O diálogo é o primeiro passo para enfrentar os desafios para avançar e garantir a retomada do crescimento", acrescentou.

Temer anunciou, ainda, a redução do número de ministérios de 32 para 24 para cortar gastos públicos e garantiu que "quanto mais cedo pudermos retomar as contas públicas, mais rapidamente poderemos retomar o crescimento".

O Brasil teve uma forte contração de 3,8% do PIB em 2015, a mais forte em 25 anos, e este ano o recuo deve ser igual ou pior. Com um crescimento zero previsto para 2017, os especialistas indicam que a maior economia latino-americana se encaminha à sua pior recessão em um século.

Dilma Rousseff, a primeira mulher presidente do Brasil, foi substituída interinamente nesta quinta-feira por seu vice, depois que o Senado decidiu submetê-la a um julgamento político em uma longa sessão, que durou mais de 20 horas.

Acusada de crime de responsabilidade por supostamente maquiar contas públicas, Dilma denuncia ser vítima de um golpe, orquestrado por Temer, a quem chama de traidor, e pelo presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que teria orquestrado o impeachment na Câmara baixa por vingança.

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