Forças dos EUA atacam com drone extremistas shebab na Somália

Washington, 12 Mai 2016 (AFP) - Forças especiais dos Estados Unidos mataram nesta quinta-feira cinco islamitas radicais da organização Al Shebab, próximos a Al Qaida, em um ataque aéreo, informou o Pentágono.

O capitão das forças navais Jeff Davis, porta-voz do Pentágono, explicou que as tropas americanas estavam colaborando e assessorando os efetivos da operação da União Africana na Somália, a Amisom, ao oeste de Mogadíscio (sul).

Alguns soldados da Amisom realizaram um ataque a uma barreira ilegal instalada em uma estrada pelos milicianos shebab, que extorquiam os motoristas.

"Eles estavam sob o fogo dos milicianos de Al Shebab e pedimos um ataque aéreo em sua defesa", indicou Davis.

Um encarregado da Defesa norte-americana disse que o ataque foi realizado por um drone. Cinco combatentes shebab morreram, e não foi informada nenhuma perda humana nem feridos por parte dos americanos nem da força africana, neste caso formada por tropas ugandenses.

Outro responsável da Defesa americana havia dito anteriormente que as tropas norte-americanas participaram dos tiroteios, mas Davis declarou que não foi dessa maneira.

"Estávamos próximos, mas não envolvidos diretamente", disse.

Na Somália estão em torno de 50 soldados americanos, fundamentalmente das forças especiais formadas na luta antiterrorista. Sobretudo colocaram helicópteros a disposição das forças locais.

Os islâmicos de Al Shebab se comprometeram a tomar o governo central da Somália, apoiado pela comunidade internacional e defendido pela Amisom, que conta com 22.000 efetivos.

Desde o início do ano eles têm aumentado os ataques, de grande amplitude, beneficiando-se da fragilidade do governo de Mogadíscio e da apatia da força internacional.

Esta semana, Al Shebab indicou que haviam repelido um ataque das forças especiais americanas na região de Toratorow, 60 km ao sul de Mogadíscio.

Os Estados Unidos também realizaram ataques aéreos com aviões e drones contra os shebab. No começo de março, o Pentágono afirmou que havia matado mais de 150 militantes em um bombardeio 200 km ao norte de Mogadíscio.

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