EUA: China usa 'táticas coercitivas' nos territórios em disputa

Washington, 13 Mai 2016 (AFP) - A China está usando "táticas coercitivas" para expandir sua presença marítima no Mar da China Meridional, apesar de evitar ações que possam gerar um conflito armado, assinalou o Pentágono nesta sexta-feira.

"Em 2015, a China utilizou táticas coercitivas para fazer prevalecer seus interesses de maneira que, calculadamente, não cheguem a gerar um conflito armado", afirma o relatório do departamento americano de Defesa.

A China utilizou "embarcações da guarda costeira" para realizar demonstrações de força na zona em disputa com seus vizinhos, mas evitou o emprego de navios de guerra, destaca o documento.

A China reclama quase a totalidade do Mar da China Meridional, uma zona estratégica para o comércio mundial igualmente disputada por Vietnã, Filipinas, Malásia e Brunei.

Para apoiar suas pretensões territoriais, a China realizou enormes operações de terraplanagem em ilhotes do arquipélago de Spratly, e Pequim agora reivindica uma zona de 12 milhas em torno da obra.

Os Estados Unidos rejeitam esta reivindicação e enviaram navios de guerra para águas a menos de 12 milhas do arquipélago visando garantir a liberdade de navegação na zona.

Em seu relatório, o Pentágono reconhece que a China "fez uma pausa no final de 2015" nas obras de terraplanagem, após avançar sobre o mar em "cerca de 1.300 hectares" entre sete ilhas e arrecifes.

Quando terminar a obra, a China terá três pistas de aviação nas Spratly, além de portos e sistemas de vigilância para "melhorar sua capacidade de controlar (...) o espaço militar" na zona, adverte o documento.

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