ONU alerta sobre aliança entre Boko Haram e EI

Nações Unidas, Estados Unidos, 13 Mai 2016 (AFP) - O Conselho de Segurança da ONU afirmou, nesta sexta-feira, estar alarmado com a aliança que está sendo feita entre Boko Haram e Estado Islâmico e deu seu apoio por trás da cúpula nigeriana para enfrentar a ameaça.

Os 15 membros do conselho disseram em uma declaração que saudavam o presidente Muhammadu Buhari por sua "iniciativa fundamental" para realizar a cúpula no sábado, que terá a presença de líderes regionais e do presidente francês François Hollande.

A declaração do conselho foi elaborada pelos Estados Unidos como uma demonstração de apoio a Buhari na véspera da reunião.

A cúpula pretende ajudar a desenvolver "uma estratégia abrangente para abordar as dimensões do governo, segurança, desenvolvimento, aspecto sócio-econômico e humanitária da crise," afirmou o conselho em declaração.

O conselho expressou que "tem que ficar alerta a respeito das ligações entre Boko Haram e Estado Islâmico" e falou que é "profundamente preocupante que as atividades do Boko Haram continuem a prejudicar a paz e a estabilidade das regiões oeste e central da África".

Boko Haram prometeu se aliar ao EI no ano passado e os nigerianos foram supostamente lutar na Líbia sem lei, assim como criar laços com grupos ligados a Al-Qaeda na extensa Sahel.

O secretário adjunto do Estado americano Antony Blinken e o secretário do Exterior britânico Philip Hammond estão entre os dignitários estrangeiros esperados em Abuja no sábado.

O conselho renovou seu apelo para que os países da região como Camarões, Chade e Nigéria se juntem em uma força-tarefa multinacional para "reforçar a cooperação e coordenação militar da região" a fim de acabar com o Boko Haram.

Isso demanda que o Boko Haram "cesse imediatamente e inequivocamente toda a violência e abuso aos direitos humanos" e "liberte todos os sequestrados" incluindo as 219 estudantes sequestradas em Chibok, Nigéria em abril de 2014.

Boko Haram foi chamado no último Índice de Terrorismo Global de "o grupo terrorista mais mortal no mundo" em 2014. Pelo que se pode estimar, 20.000 pessoas já foram mortas desde 2009.

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