DEA investiga secretário-geral do partido de Keiko Fujimori

Lima, 16 Mai 2016 (AFP) - A Administração para o Controle de Drogas dos Estados Unidos (DEA, em inglês) investiga Joaquín Ramírez, secretário-geral do partido Força Popular, que disputa a presidência do Peru tendo como candidata Keiko Fujimori, reportaram no domingo meios de comunicação.

"Esta é uma investigação delicada e está em andamento, e não podemos fazer nenhum comentário (...) Não foi concluída", confirmou à rede de televisão Univisión a porta-voz da DEA, Anne Judith Lambert, nos Estados Unidos.

A revelação ocorre a três semanas do segundo turno de 5 de junho no Peru. A informação foi divulgada à Univisión e ao programa peruano Cuarto Poder pelo piloto comercial peruano Jesús F. Vásquez, residente nos Estados Unidos, que gravou para a DEA as conversas que teve com Joaquín Ramírez em 2013.

Vásquez explicou à Univisón que é colaborador da DEA há alguns anos e que conheceu Ramírez enquanto buscava investimentos para instalar um aeroporto no norte do Peru.

Afirma que em uma conversa, Ramírez disse: "Você sabe que a 'chinesa' (Keiko Fujimori) me deu 15 milhões de dólares na campanha de 2011, das eleições, e eu os lavei através de uma rede de postos de combustível?". Tudo isso ficou gravado e está em poder da DEA, afirmou.

"É meu dever como peruano denunciar estas pessoas e que não nos surpreendam mais uma vez. Ninguém me pagou um centavo para falar", esclareceu Vásquez ao Cuarto Poder.

Keiko Fujimori, de 40 anos, é filha do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000), que atualmente cumpre uma condenação de 25 anos por crimes de corrupção e contra a humanidade. Em 2011, disputou a presidência e perdeu para Ollanta Humala.

Em sua segunda tentativa, competirá com o economista de centro-direita Pedro Pablo Kuczynski.

Na noite de domingo, Fujimori negou estar envolvida no tema. "Jamais entreguei dinheiro ao senhor Ramírez (...) O que vamos fazer nos próximos dias é pedir um relatório à DEA, para que nos detalhe se é certa a informação, e dependendo disso poderemos tomar uma decisão", comentou ao Cuarto Poder.

Propósito políticoRamírez negou completamente as acusações. "É totalmente falso e grave. Isso tem um propósito político", disse o também congressista fujimorista ao programa de TV. Afirmou ainda que denunciará penalmente seu acusador.

"Este senhor há três anos me mandou mensagens desafiantes querendo me cobrar por uma suposta assessoria pela compra de um avião, de 200.000 dólares", acrescentou Ramírez, explicando que as cobranças de Vásquez se deviam a uma suposta assessoria em suas intenções de adquirir ou criar uma linha aérea, algo que nunca se concretizou.

Explicou que, por fim, o que o denunciante buscava era passar tempo com ele, percorrendo vários lugares, para depois cobrar pelas supostas assessorias. "Estão usando (Vásquez) politicamente para prejudicar a candidatura de Keiko Fujimori", comentou.

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