Mais de 300 empresários se pronunciam a favor do 'Brexit'

Londres, 16 Mai 2016 (AFP) - Mais de 300 empresários britânicos pediram nesta segunda-feira a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), prevendo um melhor crescimento de suas empresas fora do controle de Bruxelas, em uma carta aberta ao Daily Telegraph.

"Fora da UE, as empresas britânicas serão livres para crescer mais rápido, para se estender a novos mercados e criar mais empregos. É o momento de votar para sair e recuperar o controle de nosso destino", escrevem os signatários em uma coluna a pouco mais de um mês do referendo de 23 de junho sobre a permanência ou não do país na UE.

Entre os signatários - que assinam o texto a título pessoal, e não em nome de suas empresas - figuram o presidente da rede de pubs Wetherspoon, Tim Martin, ou Elaine Harries, diretora-executiva da sociedade de encomendas Action Express.

Também aparecem ex-dirigentes de grandes empresas, como o ex-presidente da British American Tobacco, Patrick Sheehy, e o fundador da rede de produtos de higiene Superdrug, Peter Goldstein.

A maioria dos signatários são, no entanto, diretores ou responsáveis de pequenas e médias empresas. Os líderes das principais sociedades britânicas, negociadas no índice FTSE-100 da Bolsa de Londres, se pronunciaram nos últimos meses a favor da permanência do Reino Unido na União Europeia ou se declararam neutros no debate.

Em seu texto, os signatários desta segunda-feira destacam a dimensão "em nível mundial" da economia britânica, integrante do clube dos países mais ricos do G7, e que tem Londres como um de seus maiores centros financeiros do planeta.

"Pensamos, no entanto, que a competitividade do Reino Unido está minada por nosso pertencimento a uma UE em pleno fracasso", explicam estes diretores, e denunciam "uma burocracia agoniante de Bruxelas para as 5,4 milhões de empresas britânicas, quando apenas uma minoria delas comercia concretamente com a UE".

Boris Johnson, o ex-prefeito conservador de Londres e líder do grupo favorável ao Brexit no Reino Unido, havia afirmado no domingo que a UE se comportava como Hitler ao tentar criar um supraestado, em uma declaração polêmica, considerada um ato desesperado pelos partidários da permanência na UE.

"Napoleão, Hitler, várias pessoas tentaram, e isso terminou de forma trágica. A UE é uma tentativa de fazer isso mesmo com métodos diferentes", declarou Johnson.

"Mas fundamentalmente, o eterno problema é que não existe lealdade à ideia de Europa. Não há uma única autoridade à qual todos respeitem ou compreendam. Isto está provocando um enorme vazio democrático", completou Johnson.

No referendo, os dois grupos aparecem igualados nas pesquisas, com 50% das intenções de voto cada um, segundo o site do instituto What UK thinks, que faz a média das seis últimas pesquisas de opinião.

pn/jmi/me/eg/ma

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