Réplicas do terremoto de abril deixam um morto e 85 feridos no Equador

Em Quito (Equador)

  • Corpo de Bombeiros de Quito

    17.mai.2016 - O casal Segundo Pin e Vanessa Baque passou 36 horas sob as ruínas de um centro comercial na cidade portuária de Manta (Equador), atingido por tremores

    17.mai.2016 - O casal Segundo Pin e Vanessa Baque passou 36 horas sob as ruínas de um centro comercial na cidade portuária de Manta (Equador), atingido por tremores

Uma pessoa morreu e 85 ficaram com ferimentos leves após dois sismos, de magnitude 6,8 e 6,7, abalarem nesta quarta-feira (18) o Equador, informou o presidente Rafael Correa. Um mês atrás, o país já havia enfrentado devastadores terremotos.

"Teremos que lamentar um falecido, um idoso em Tosagua", localizada 200 km a sudoeste de Quito, indicou o presidente em uma entrevista à imprensa, acrescentando que 85 pessoas ficaram levemente feridas.

Após o sismo de 6,8, às 2h57 no horário local (4h57 em Brasília), o país foi atingido por um novo tremor, de magnitude 6,7, às 11h47 locais (13h47 em Brasília), com epicentro na província costeira de Esmeraldas, no nordeste do país, na fronteira com a Colômbia, segundo o Instituto Geofísico.

Os epicentros das duas réplicas do terremoto de magnitude 7,8, de 16 de abril, foram localizados perto do balneário de Mompiche, Esmeraldas.

"Réplica similar à desta madrugada. Intensidade 6,8, epicentro Mompiche. Não há alerta de tsunami. Em breve informe de possíveis danos", reportou o presidente Correa em sua conta no Twitter.

O novo terremoto, com várias réplicas de até 5,4 de magnitude e que foi sentido fortemente em várias localidades, inclusive na cidade colombiana de Cali, gerou alerta em Quito, onde as pessoas foram retiradas de edifícios, casas e entidades públicas como a chancelaria, constatou a AFP.

Muitas pessoas permaneciam nas ruas e parques como o de La Carolina, no norte da capital, e onde fica o escritório da AFP.

Depois do primeiro sismo desta quarta-feira, o chefe de Estado afirmou que "houve pessoas com ferimentos leves, mas basicamente porque saíram correndo, tropeçaram, coisas assim, e também pequenos problemas na infraestrutura".

Correa pediu que o país mantenha a calma, apesar de que a "natureza está nos colocando à prova", e advertiu que "haverá mais réplicas de mais de 6 de magnitude".

O terremoto de um mês atrás devastou Esmeraldas e principalmente a vizinha província de Manabi (oeste), causando a morte de 700 pessoas, enquanto 29 mil desabrigados ainda permanecem em albergues.

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