Estado de Oklahoma, nos EUA, aprova lei que proíbe o aborto

Los Angeles, 19 Mai 2016 (AFP) - Legisladores do estado de Oklahoma (centro-sul dos EUA) aprovaram nesta quinta-feira uma lei que transforma o aborto em um crime sob pena de até três anos de prisão.

A lei, que deve ser ratificada pela governadora do estado, foi aprovada no Senado do estado com maioria de 33 votos contra 12, sem discussão ou debates prévios.

A medida foi proposta pelo senador do Partido Republicano Nathan Dahm, que disse esperar que a decisão leve à anulação de uma falha em 1973 pela Suprema Corte dos Estados Unidos que legalizou o aborto no país.

A governadora de Oklahoma, Mary Fallin, que se opõe ao aborto, recusou comentar a medida no momento, segundo a imprensa local.

O Centro para os Direitos Reprodutivos insistiu que a governadora vetasse a lei.

"Os legisladores em Oklahoma deveriam se concentrar em fazer avançar políticas que verdadeiramente promovam a saúde e a segurança das mulheres, não as restrições aos abortos que fazem o contrário", escreveu a ONG em uma carta destinada a Fallin.

O aborto segue sendo um assunto que desperta polêmicas nos Estados Unidos e, nos últimos nove anos, vários estados tem feito leis que restringem o aborto, resultando no fechamento de diversas clínicas.

Leis similares a de Oklahoma foram aprovadas nos estados de Utah e Louisiana e logo depois anuladas pela Suprema Corte ao serem declaradas inconstitucionais.

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